O Hospital de Tomar, que integra o Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), tem em curso diversas intervenções que totalizam, para já, cerca de 2,5 milhões de euros de investimento.

Segundo o o CHMT, em breve vai iniciar-se a instalação de 836 painéis fotovoltaicos, com uma potência média unitária de 94,08Wp, gerando uma potência eléctrica total de 280KWp, o que significa uma produção energética estimada de 481,73MW, por ano. Esta instalação resulta de um investimento de 507.760,68 euros, sendo uma parcela dos 1,2 milhões de euros investidos na Unidade de Tomar em projectos de eficiência energética.

Os painéis vão ser colocados nos telhados do edifico hospitalar, integra-se no projecto de eficiência energética que está a ser concretizada nas três unidades do CHMT e representa um investimento total aproximado de 4 milhões de euros.

Em breve, na Unidade Hospitalar de Tomar vai entrar em funcionamento, uma Unidade de Internamento, passando o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação a dispor de valência em internamento. Esta é uma valência vocacionada para a reabilitação respiratória e motora, que será instalada no piso 5, com capacidade até 26 camas, que serão progressivamente disponibilizadas.

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A nova Unidade de Reabilitação funcionará em regime de internamento e tem como objectivos clínicos restaurar o movimento e a capacidade funcional, maximizar a qualidade de vida e potenciar a autonomia e a independência dos doentes, de forma a regressarem o mais possível à sua rotina diária, entre outras potencialidades.

O Serviço contará com uma equipa de profissionais de saúde que planeará e desenvolverá planos de reabilitação em função das necessidades de cada doente. Destaca-se, em particular, as áreas de Reabilitação dedicada ao acidente vascular cerebral (AVC), de Reabilitação de status pós-covid e de Reabilitação neurológica.

A Unidade Hospitalar de Tomar foi construída com instalações bastantes completas para o exercício das competências clínicas de Medicina Física e de Reabilitação, com condições e equipamentos de grande utilidade que permitirão alavancar esta nova valência na reabilitação de doentes, nomeadamente, os doentes com sequelas mais severas provocadas pelo SARS-Cov 2. Estes são doentes que necessitam de reabilitação respiratória e reabilitação muscular, devido a sequelas graves de insuficiência respiratória e insuficiência motora, com que ficam depois da infecção por SARS-Cov 2. A recuperação destes doentes é realizada de modo progressivo, razão pela qual se justifica, em muitos casos, o internamento para reabilitação. Gestos tão simples como comer, abotoar roupa, atar os atacadores de sapatos, ou funções como respirar, falar, levantar e sentar, têm de ser reaprendidas.

Ainda na Unidade Hospitalar de Tomar, o Hospital de Dia de Oncologia vai ser deslocalizado para instalações, cedidas temporariamente pelo Serviço de Fisiatria. Terá entrada diferenciada e directa do exterior e um amplo espaço que permitirá um maior conforto quer dos doentes, quer dos profissionais.

Esta alteração da localização do Hospital de Dia de Oncologia decorrerá enquanto for necessário manter os circuitos covid e não covid devidamente estabelecidos e separados.

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