O ilustrador Duarte Carolino, residente em Tomar, venceu por unanimidade o Prémio de Literatura Infantil Pingo Doce 2020, na vertente de ilustração, anunciou a organização.

Duarte Carolino, ‘designer’ e ilustrador de 48 anos, venceu o prémio pela proposta de ilustração do conto “Leituras e papas de aveia”, de António Pedro Martins, distinguido com este mesmo prémio na categoria de texto.

O Prémio de Literatura Infantil foi criado em 2014 por aquela empresa do retalho alimentar e tem um valor monetário de 50 mil euros, a repartir em partes iguais pelos autores do texto e da ilustração.

O galardão processa-se em duas fases distintas, reconhecendo primeiro o texto e só depois o trabalho de ilustração.

Segundo o júri, o trabalho apresentado por Duarte Carolino “sintetiza uma gramática gráfica madura, que conjuga de forma original referências da linguagem contemporânea da ilustração portuguesa”.

Duarte Reis Carolino, natural de Sintra, tem formação em artes plásticas e trabalha no gabinete de comunicação da Câmara Municipal de Tomar.

Foram ainda atribuídas menções honrosas a Hugo Henriques, Rafael Pereira e Julieta Pereira da Rocha.

Segundo a organização, “Leituras e papas de aveia”, de António Pedro Martins e Duarte Carolino, será editado em novembro.

O conto premiado aborda “a importância de ler e aprender com o que os livros têm para nos ensinar, e a ideia de que não podemos dizer que não gostamos das coisas sem as conhecer”, explica o autor António Pedro Martins, citado no comunicado da organização.

De acordo com o regulamento, o prémio destina-se a obras inéditas em língua portuguesa e dirigidas a leitores entre os 6 e os 12 anos.

A atribuição do prémio é feito sob condição de os autores transmitirem “na sua totalidade e de forma definitiva, os correspondentes direitos patrimoniais de autor” ao Pingo Doce, que fica com “o direito exclusivo de utilizar as obras a nível comercial, sob todas as formas e em todas as modalidades”.

Nesta sétima edição do prémio, o júri da categoria de texto integrou Leonor Riscado, Mário Cordeiro, Laurinda Alves, Rosário Araújo e Sara Miranda.

O júri na categoria de ilustração integra André Letria, Jorge Nesbitt, Jorge Silva, Paula Tavares e Sara Miranda.

Em edições anteriores, o prémio permitiu a publicação de, entre outros, “O protesto do lobo mau”, de Maria Leitão e Pedro Velho, “O narciso com pelos no nariz”, de Andreia Pereira e Ana Granado, e “Orlando, o caracol apaixonado”, de Sérgio Mendes e Elias Gato.

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