Foto ilustrativa

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) decidiu hoje elevar o estado de alerta especial para o nível amarelo em Santarém e outros nove distritos devido ao elevado ao risco de incêndio.

“Em função das condições meteorológicas adversas previstas pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a ANEPC decidiu a partir das 00:00 de sexta-feira e até às 23:59 do próximo sábado elevar o estado de alerta especial para o nível amarelo” nos distritos de Santarém, Bragança, Guarda, Viseu, Vila Real, Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja e Faro, disse aos jornalistas o adjunto nacional de operações na ANEPC Sérgio Trindade.

Num briefing à comunicação social para apresentar uma antevisão do risco de incêndio para os próximos dias, Sérgio Trindade afirmou que a Protecção Civil decidiu agravar o estado de alerta, tendo em conta que estão previstas condições de humidade relativa bastante baixa, vento moderado a forte e trovoadas secas, que podem “levar a ocorrências e ignições extraordinários e criando também, em simultâneo, dificuldades nas acções e operações” de extinção de incêndios.

O comandante explicou que o risco de incêndio é elevado e existem alguns concelhos das regiões do interior Centro e Norte, Alto Alentejo e Algarve onde “o risco de incêndio é máximo”.

A ANEPC tem cinco estados de alertas para determinar a prevenção dos agentes de protecção civil e o grau de prontidão do dispositivo de combate a incêndios, o Verde, de situação de normalidade, e quatro especiais: o Azul, de um grau de risco moderado, o Amarelo, de gravidade moderada, o Laranja, de grau de risco elevado, e o Vermelho, de grau de risco extremo.

Questionado se vai existir um reforço de meios no terreno, Sérgio Trindade referiu que, desde domingo, o Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) passou a uma nova fase, o “nível II” de empenhamento de meios, estando no terreno cerca de 9.600 operacionais e 37 meios aéreos.

“Verificou-se já um acréscimo de meios no terreno que vai estar com estes números até ao final do mês de Maio, por esse motivo não sentimos a necessidade de pré-posicionar as equipas”, explicou.

O adjunto nacional de operações na ANEPC Sérgio Trindade apelou igualmente à população para que evite comportamentos de risco nos espaços florestais, como a realização de queimas e queimadas e o uso de maquinaria.

Sérgio Trindade recordou que as queimas e queimadas só podem ser feitas com autorização junto dos municípios.

“Os municípios vão estar em alerta e vão controlar a emissão de pedidos e autorizações para queimas e queimadas”, disse.

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