Foto de arquivo
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A situação de alerta em Portugal continental foi prolongada até terça-feira, 21 de Julho, à noite devido às previsões meteorológicas para os próximos dias, anunciou hoje o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

O Governo declarou na quinta-feira, 16 de Julho, a situação de alerta em Portugal Continental entre as 00:00 de sexta-feira e as 23:59 de hoje, devido às previsões meteorológicos que apontavam para um “significativo agravamento do risco de incêndio rural”.

Nas declarações aos jornalistas no Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON), Eduardo Cabrita explicou que “para os próximos dois dias as condições meteorológicas não são favoráveis, amanhã [segunda-feira] haverá uma previsível subida de temperatura, sobretudo no interior norte e centro, e o núcleo de apoio à decisão indica-nos situações de instabilidade meteorológica na terça-feira”.

“Tendo em conta que a maioria dos municípios estarão nos próximos dois dias com o nível de risco máximo ou muito elevado, com a avaliação que determina os níveis de prontidão elevados por termos a maioria do território do continente em níveis muito elevados, laranja ou vermelho, de alerta, decidimos que a situação de alerta se prolongará por mais 48 horas até final do dia de terça-feira”, afirmou.

O ministro da Administração Interna apontou que, até agora, os resultados da época de incêndios são “animadores” e atribuiu-os aos esforços das equipas da proteção civil e estruturas de ajuda à população.

“Temos resultados animadores que decorrem dos esforços de milhares de homens e mulheres que integram este dispositivo; este ano registamos um número de incêndios 50% inferior à média dos últimos dez anos, tivemos 1.816 incêndios desde o início de Julho, e temos 62% da área ardida inferior à média dos últimos dez anos”, apontou o governante.

Durante as declarações à comunicação social, Eduardo Cabrita salientou a necessidade de prevenir comportamentos de risco e disse que os dois maiores incêndios dos últimos dias eram evitáveis e aconteceram por descuido das pessoas.

“Os dois maiores incêndios, com mais de mil hectares cada, eram evitáveis; um deles decorreu da operação incorrecta de uma motorroçadora, em Aljezur, e resultou em dois mil hectares de área ardida, e o de Castro Verde foi devido à projecção de fagulhas a partir de uma enfardadeira, isto é, trabalhos agrícolas feitos de forma incorrecta”, criticou, lembrando que “a utilização de fogo em espaço rural é absolutamente proibida”.

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