Radicadas há anos no Ribatejo, as artistas plásticas Inês Favila e Sofia Campilho vão dar a conhecer, pela primeira vez, os seus trabalhos em Santarém, numa exposição no Fórum Mário Viegas, do Centro Cultural Regional de Santarém. A inauguração da exposição está marcada para dia 10 de Dezembro, às 18h30.

Sofia Campilho é natural de Caldas da Rainha, formou-se em Psicologia Clínica, no ISPA, em 2005, e trabalhou como psicóloga até à decisão de se dedicar à arte a 100%.

“Os meus pais eram médicos e, embora desde cedo tenha sentido uma grande paixão pela arte, acabei também por trabalhar como Psicóloga, pois nunca pensei sequer que ser pintora fosse profissão”, afirma a artista.

Já a trabalhar como psicóloga, Sofia Campilho estudou dois anos Artes Plásticas na ESAD nas Caldas da Rainha, tendo interrompido o curso com o nascimento do primeiro filho.

“A medicina foi muito importante, enriquecedora, mas senti que a minha paixão passa mais pela arte e a pintura, e decidi dedicar-me por inteiro à arte”, conta-nos a artista.

Uma decisão para a qual contribuiu o escalabitano José Quaresma, pintor e professor da faculdade de Belas Artes.

“Fiz um curso com José Quaresma e no final ele incitou-me a dedicar-me inteiramente à arte, e depois disso já participei com ele em algumas exposições de arte pública”, adianta.

Sofia Campilho fez o Curso de Pintura do Ar.Co, e o Curso Avançado entre 2014 e 2019. Foi Bolseira da Fundação Oriente em Macau em 2019 e bolseira residente na Mart, Lisboa, em 2019/2020. Desde 2015, participou em várias exposições nacionais e internacionais, nomeadamente Paris, Brasil, Nova Zelândia e Macau. Participou em várias residências artísticas e atualmente residência no Córtex Frontal.

“Embora esteja a morar há anos em Alpiarça, nunca expus no Ribatejo, pelo que decidi desafiar a Inês Favila, que também fez o curso na Ar.Co, para fazermos uma exposição conjunta no Fórum Mário Viegas em Santarém, que é um espaço excelente, de que gosto muito. É importante mostrarmos o nosso trabalho pela primeira vez na região onde moramos”, afirma.

Sobre o seu trabalho, Sofia Campilho afirma que “está na área da pintura, mas em evolução permanente, passando pela pintura a óleo, gravura e ultimamente pela serigrafia como técnica de trabalho. Tudo começa com a investigação sobre um tema que me apaixone, sobre o trabalho de antigos artistas… Depois fotografo, recorto, colo, imprimo, pinto e, no fim, serigrafo”.

Sobre o que vamos poder ver nesta exposição, a artista conta-nos que vai ser um corpo da sua obra nunca antes exposta, “um conjunto de guaches onde explorei formas, a cores e soluções plásticas numa corrente de energia que correspondeu a uma fase extraordinária do meu trabalho”.

Inês Favila fez a Licenciatura em Engenharia Florestal no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, em 2002, mas a arte levou a melhor na sua opção de vida.

“A arte estava enraizada na minha família, o meu avô era médico e também pintor, e a minha irmã, Isabel, é também pintora”, conta.

Em 1999 Inês Favila concluiu o Curso Completo do Ar.Co-Lisboa, tendo como professores os pintores Miguel Branco e João Queiroz. Da sua Formação Artística destaca ainda em 2000 o Projeto Individual em Desenho do Ar.Co, com tutoria de Miguel Branco e em 1994 o Curso de Desenho de Ilustração da Fundação Calouste Gulbenkian sob a monitorização de Alice Geirinhas. Desde 2000, realizou diversas exposições individuais de Desenho, na Fundação PT-Altice Lisboa, na Galeria Aparte-Porto, na Galeria Alecrim 50, Lisboa, no Museu de História Natural em Lisboa, na Galeria Sopro – Projeto de arte contemporânea, Lisboa, no Museu de arte Contemporânea do Funchal, na Galeria Corrente d’arte em Lisboa e na Galeria Caminus-Lisboa.

Participou igualmente em diversas Exposições Coletivas, destacando-se a participação na Feira de arte Contemporânea Just Mad, em Madrid, no Bazar do ar.co no Centro Cultural de Belém, no Prémio Amadeu de Souza Cardoso, Amarante, no Prémio de Desenho “Américo Marinho”, no Barreiro, na Fábrica Nacional de Cordoaria, Lisboa, na Culturgest em Lisboa, entre outros.

“A Sofia Campilho desafiou-me e eu aderi logo, pois é importante mostrar o nosso trabalho na terra onde vivemos há anos e onde poucas pessoas conhecem as nossas obras”, afirma.

Sobre a sua obra, Inês Favila afirma que trabalha principalmente sobre papel, muitas vezes com colagens, usando imensos materiais, aguarelas, pastel, óleo, tinta da China (influência oriental). Trabalho na fronteira entre o figurativo e o abstrato, com algum surrealismo e uma mistura em tradicional e “moderno”.

Artes Plásticas – Inês Favila e Sofia Campilho está em exposição de 10 a 23 de Dezembro, de segunda a sexta-feira, das 15h00 às 19h00, e aos sábados das 10h00 às 13h00.

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