Foto de arquivo
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A margem direita do rio Nabão, à entrada de Tomar, tem em curso uma intervenção de 2,8 milhões de euros para prevenir o risco de inundação e “devolver o rio às pessoas”, disse a presidente do município.

A presidente da Câmara Municipal de Tomar (Santarém), Anabela Freitas (PS), recebe hoje o secretário de Estado do Ambiente, Hugo Pires, no âmbito do Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, numa visita à obra de reabilitação da rede hidrográfica do rio Nabão, na Zona do Flecheiro, onde decorre a empreitada.

“Era uma zona onde havia um bairro de barracas, logo na entrada da cidade e na margem direita do Nabão. Era uma situação que se arrastava há mais de 50 anos”, disse a autarca à Lusa.

Anabela Freitas afirmou que a empreitada, iniciada no passado dia 22 de março e com previsão de conclusão no final do ano, implica a modelação de terreno de forma natural para prevenir o risco de inundação, lembrando que o Nabão está classificado como “um rio de cheias rápidas”.

“Agora, com as alterações climáticas, isso ainda se coloca mais”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a intervenção vai permitir “devolver o rio aos tomarenses” nesta zona, sendo que será criado um espaço de lazer, com a plantação de quase 400 árvores, em “mais um corredor verde” a surgir na cidade, disse.

Segundo a autarca, as cerca de 300 pessoas que viviam na zona quando iniciou o seu primeiro mandato, em 2013, foram sendo realojadas, à exceção de uma família, devido ao atraso na entrega da casa que lhe foi atribuída, situação que disse não impedir o avanço das obras.

O realojamento tem seguido “várias abordagens”, tendo algumas famílias sido colocadas em alojamentos temporários, acompanhadas por uma equipa multidisciplinar para adquirirem “hábitos de viver numa casa e viver em sociedade”.

Outras foram realojadas nos bairros municipais, nos quais foi igualmente realizado “um trabalho grande entre a comunidade de acolhimento, que já estava nos bairros, e a que foi integrada”, afirmou.

Por outro lado, o município tem adquirido casas “por todo o concelho”, onde tem realojado as pessoas, decorrendo as várias intervenções, que incluem ainda construção de edifícios, enquadradas pela Estratégia Local de Habitação, no âmbito do programa 1.º Direito, que visa assegurar habitação condigna, salientou.

“Não quisemos criar guetos, bairros específicos para as pessoas que estavam a ser realojadas e até agora tem estado a ser um sucesso esta metodologia”, afirmou.

O investimento em curso na Zona do Flecheiro conta com um financiamento de 2 milhões de euros ao abrigo do programa comunitário Compete, assumindo o município o restante do financiamento, acrescentou.

Anabela Freitas afirmou que está, igualmente, em curso a empreitada de reabilitação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Seiça, uma obra próxima dos 2 milhões de euros que visa resolver os problemas de poluição no Nabão.

Por outro lado, a Tejo Ambiente, responsável por essa empreitada, está à procura de financiamento para a obra estimada em cerca de 20 milhões de euros para construção de emissários e separadores de águas residuais, igualmente no âmbito da despoluição do rio, adiantou.

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