Um investimento privado de cerca de 60 milhões de euros vai arrancar em Tomar com a construção de 345 novas habitações, das quais “60 a custos controlados”, segundo o presidente do município.

O projecto, promovido pela Finangeste e denominado Quinta do Contador, “é de uma grande importância no sentido em que vem responder a algo em que a autarquia tem vindo a trabalhar vindo a trabalhar, que é a necessidade de habitação”, disse o presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS).

Estes fogos “fazem parte de uma oferta pública de aquisição” lançada pela autarquia no final de 2023 e que o presidente aponta como “a principal mais-valia” do projeto, ao “oferecer mais oferta na área habitacional e, ainda para mais, habitação concorrencial, que é muito necessária” em Tomar.

A autarquia deverá investir cerca de 12 milhões de euros na aquisição dos 60 fogos.

A urbanização, localizada a cerca de dois quilómetros do Instituto Politécnico de Tomar, contará com espaços comerciais, escritórios e residências para estudantes.

Para o autarca, o projecto tem ainda a vantagem de “abrir uma frente urbana nesta zona nascente da cidade que, paradoxalmente, consolida a malha urbana” numa zona para a qual a Câmara está a projectar “uma das principais obras deste quadro comunitário, que é a continuidade de uma avenida que funciona, de certa forma, como circular urbana”.

“Tudo isto está conjugado e ainda bem que a iniciativa privada está a corresponder também àquilo que é a estratégia e as necessidades do município”, afirmou, referindo que este é “o maior investimento privado de sempre” no concelho.

Em comunicado, a Finangeste informou hoje que o projeto ocupará uma área de quase 200 mil metros quadrados (m2), com uma área de construção de 44.000 m2 acima do solo.

De acordo com a empresa, o empreendimento terá “baixo índice de construção (de 0,25) e diversas cedências para espaços públicos, reforçando o compromisso com a integração urbana e a qualidade do espaço”.

No comunicado a Finangeste destaca a importância estratégica desta aposta em Tomar, cidade do distrito de Santarém “que se tem afirmado pela sua capacidade de atrair visitantes e turistas, mas também atrair talento e negócios”.

As obras de urbanização têm início previsto para Setembro deste ano e Hugo Cristóvão admitiu à Lusa a sua expectativa de que “no próximo ano, 2026, mesmo que não sejam as 60, já possa existir uma boa parte dessas habitações [a custos controlados] já concretizadas”.

“Até porque, creio, é por aí, é por essas que as obras vão começar”, referiu.

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