‘Memória’ é o mote para a Residência Artística que junta em Santarém 11 jovens criadores

A RAS – Residência Artística de Santarém, pretende ser um encontro de jovens criativos de várias áreas, com o foco principal a ser o das artes plásticas, a ocorrer uma vez por ano, na cidade de Santarém. Esta é a segunda edição do evento e está a decorrer desde o passado dia 18 de Setembro, terminando amanhã, sábado, com o lançamento da exposição com os trabalhos finais, no Fórum Mário Viegas, pelas 21 horas.

Onze artistas da cidade e de outros pontos, têm estado na Incubadora de Artes, sob orientação de João Maria Ferreira, artista da cidade, a desenvolver vários trabalhos que vão desde o videomapping à ilustração, passando pelas instalações, pintura, entre outros.

Juntos pintaram também um mural que poderá ser visto no pátio do Fórum Actor Mário Viegas e estiveram também a realizar trabalhos nalguns pontos do Centro Histórico.

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Os objectivos principais desta semana são os de dar visibilidade a novos artistas e ao seu trabalho, dinamizando ao mesmo tempo a cidade de Santarém, trazendo projectos e dinâmicas culturais com qualidade para fora das grandes capitais.

Este ano a proposta apresentada aos novos artistas residentes é a “Memória”, sob as suas várias formas, manifestações plásticas e conceptuais. Este tema é um mote abstracto, como explicou ao Correio do Ribatejo João Maria Ferreira, que esclarece que “não é propriamente obrigatório seguir à regra o tema. É uma forma de os artistas se libertarem e começarem a trabalhar”, aponta.

“A ideia do RAS é e sempre será a de dar aos artistas participantes a maior liberdade possível, com o mínimo de condicionamentos aquando da realização dos seus projectos. A troca de ideias é fundamental, sendo uma das alavancas mais importantes na minha forma de ver aquilo que é o trabalho desenvolvido numa residência artística”, acrescenta João Ferreira.

A palavra memória pode adquirir toda e qualquer forma que os artistas lhe queiram dar. Uma memória tecnológica, numa era de duração cada vez mais efémera e virtual, uma memória familiar, uma memória de infância, uma memória artificial, inventada. Por exemplo, João Espinho, prepara uma instalação sobre sonhos de infância que se repetiam na sua mente, preparando daí a memória, como explicou.

Diana Constantino, por seu lado, aplica a sua área de trabalho – ilustração -, à “memória de peixe”, através do estilo da mandala, aplicado ao seu tipo de trabalho. Já João Afonso Januário, outro dos artistas residentes, desenvolve um trabalho relacionado com memórias que existem de percursos, buscando quando se está num determinado momento, o que se pensa a seguir, que tipo de memórias se tem.

Além destes artistas fazem ainda parte desta residência Ana Xavier, André Esteves, André Gomes, André Rosa, Filipa Carmo, Filipe Rolo e Marta Madeira.

Os artistas participaram ainda numa aula em conjunto com os alunos do projecto “Incluir – oficinas para todos e para cada um”, projecto de oficinas de artes plásticas, dadas a pessoas com doença mental, desenvolvido pelo departamento de psiquiatria do Hospital Distrital de Santarém e realizaram um percurso urbano com desenhos em diário gráfico (urbansketching).

No decorrer da semana é criada uma revista digital, a ser lançada online, com os trabalhos realizados, alguns textos de autores convidados e participação de artistas estrangeiros.

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