A Câmara Municipal de Santarém aprovou a conta final da empreitada de requalificação do Mercado Municipal, no valor de 3,235 milhões de euros, concluindo formalmente o processo de obra financiado pelo programa comunitário ALT20. A decisão, tomada por unanimidade na reunião do executivo de 24 de Novembro, encerra uma intervenção que permitiu a reabertura do espaço em Março deste ano, após seis anos de encerramento.

A empreitada de reabilitação do Mercado Municipal tem agora a sua fase administrativa concluída. Segundo informação técnica da Divisão de Obras Municipais, datada de 11 de Novembro, o valor final da obra ascende a 3.052.146,48 euros, acrescidos de IVA, totalizando 3.235.275,27 euros. 

A aprovação da conta final permitirá o encerramento definitivo da candidatura submetida no âmbito do programa comunitário que financiou a empreitada.

O Mercado Municipal reabriu ao público a 19 de Março de 2025, depois de seis anos fechado. A gestão ficou a cargo da Viver Santarém EM, após a autarquia não ter conseguido atrair propostas privadas para operar o espaço. Na altura, o presidente da empresa municipal, Carlos Coutinho, salientou tratar-se de um momento “muito esperado pela cidade”, reconhecendo que o processo “teve mais constrangimentos do que o previsto”, mas permitiu “devolver o mercado aos escalabitanos”.

A requalificação incluiu a renovação das infra-estruturas, a reformulação das bancas e a introdução de critérios de valorização do produto local. Na fase de reabertura, 25 bancas já estavam ocupadas, privilegiando hortofrutícolas, pescado, produtos locais e biológicos, com o compromisso de, numa segunda fase, atribuir lojas exteriores para restauração, bebidas e outros negócios complementares.

O modelo de gestão obrigou a Viver Santarém a adaptar-se a um novo tipo de operação, distinto da administração de instalações desportivas. Segundo o responsável, a empresa está a reorganizar serviços internos e manter equipas capazes de responder a necessidades de manutenção diária, limpeza, canalização e electricidade, competências que já eram exigidas na gestão de equipamentos desportivos.

Além do impacto económico, a reabertura foi marcada por testemunhos de comerciantes que regressaram após anos fora do espaço original e de novos operadores que viram no mercado uma oportunidade. A autarquia pretende consolidar o equipamento como polo de dinamização económica, cultural e turística, articulando oferta alimentar com restauração e eventos.

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