A ministra da Cultura, Graça Fonseca, lamentou hoje a morte do historiador Joaquim Veríssimo Serrão, considerando que “foi autor de uma obra historiográfica de referência” e que formou “muitas gerações de historiadores e investigadores”.

Em comunicado hoje divulgado, Graça Fonseca afirma que o seu impacto na historiografia e na cultura portuguesa “são inestimáveis” e descreve Joaquim Veríssimo Serrão como “um historiador exemplar, um homem de cultura e um professor que marcou e influenciou aqueles que com ele aprenderam”.

O historiador Joaquim Veríssimo Serrão, de 95 anos, morreu na sexta-feira à noite num lar em Santarém.

“O meu pai, que estava doente há vários anos, foi um eminente historiador, pedagogo, investigador e académico que deixa uma obra monumental, como a História de Portugal da Editorial Verbo, que contribuiu para renovar a historiografia em Portugal e a formar muitos jovens investigadores”, afirmou Vítor Serrão.

Graça Fonseca adiantou que o historiador deixou “uma vasta bibliografia”, destacando a sua “História de Portugal”, que classificou como uma “obra panorâmica e de referência, tanto para historiadores como para aqueles que querem conhecer a história” do país.

A ministra referiu também que a obra de Joaquim Veríssimo Serrão “reflecte os diversos interesses” da sua investigação e lembra a importância dos “trabalhos dedicados à História de Portugal dos séculos XV a XVIII e à História do Brasil dos séculos XVI e XVII”.

O comunicado recorda ainda que o historiador foi presidente da Academia Portuguesa da História, entre 1975 e 2006, e que projectou “nacional e internacionalmente a reputação e o importante trabalho desta instituição”.

Apresentando condolências à família e amigos do historiador, o Ministério da Cultura recorda o percurso premiado do historiador, que recebeu os prémios Alexandre Herculano (1954) e D. João II (1965), além do Prémio Príncipe de Astúrias em Ciências Sociais em 1995.

“Foi também distinguido com a medalha de Mérito Cultural, engrandecendo com o seu nome e a sua obra esta distinção da cultura portuguesa”, concluiu Graça Fonseca.

Joaquim Veríssimo Serrão nasceu em Santarém, em 8 de Julho de 1925, e deixa dois filhos, Vítor e Adriana, ambos docentes na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Leia também...

Dia Mundial da Criança celebrado no Museu Nacional Ferroviário no Entroncamento

O Município do Entroncamento em parceria com o Museu Nacional Ferroviário promovem diversas actividades dirigidas às crianças no próximo dia 1 de Junho, Dia…

União de Freguesias inaugura Centro Interpretativo de Casével

A União de Freguesias de Casével e Vaqueiros inaugurou esta sexta-feira, 9 de Julho, o Centro Interpretativo de Casével, numa cerimónia que contou com…

Tomar prepara com “entusiasmo” candidatura da Festa dos Tabuleiros a Património Imaterial da Humanidade

A festa dos Tabuleiros, em Tomar, apresentou no dia 31 de Julho, o inventário científico para integrar o Património Cultural Imaterial (PCI) nacional, sendo…

Santuário de Fátima promove ‘podcast’ diário centrado na espiritualidade de Francisco e Jacinta

O Santuário de Fátima, com a Aliança de Santa Maria, está a promover, até dia 19, uma novena centrada na vida e espiritualidade de…