O ministro da Administração Interna afirmou na sexta-feira, 15 de Março, em Almeirim, que os resultados da campanha para limpeza dos terrenos de 2018 foram “muito animadores” e apelou a que não se abrande o esforço.

“Hoje, dia em que termina o prazo em que os proprietários devem fazer acções de gestão de combustível em torno das suas casas e das aldeias, temos de perceber que este esforço deve continuar, com responsabilidades de empresas concessionárias, de estradas, de ferrovia, de abastecimento de energia, de autoridades locais, de entidades do Estado, e há o dever dos próprios proprietários continuarem com este esforço”, disse Eduardo Cabrita, considerando a sensibilização “decisiva”.

O ministro assistiu, em Fazendas de Almeirim, a uma acção de sensibilização para a limpeza de terrenos, ouvindo dos responsáveis da GNR dificuldades com que se deparam quando tentam contactar proprietários de terrenos referenciados para limpeza que já não habitam nas povoações ou estão emigrados, como era o caso do local hoje visitado.

Eduardo Cabrita saudou o “trabalho notável” desenvolvido pelo Comando Territorial de Santarém da GNR, que tem utilizado novas tecnologias, como os ‘tablets’, com dados de georreferenciação dos locais a necessitarem de ser intervencionados, e que conseguiu percorrer as 141 freguesias do distrito, com as mais de mil cartas do território, fazendo um levantamento quase porta a porta do que precisa de ser feito.

Para o ministro, a fiscalização é essencial, porque em causa está a segurança dos portugueses “e não cobrar coimas”, numa referência ao facto de, a partir de sábado, em caso de incumprimento, os proprietários ficarem sujeitos a contraordenações, com coimas que variam entre 280 e 120.000 euros.

“A limpeza garante a segurança, as coimas não salvam vidas, são um instrumento jurídico para garantir a segurança colectiva”, declarou.

Eduardo Cabrita referiu-se ao facto de a cerimónia coincidir com o dia do “levantamento de consciência de jovens de toda a Europa, preocupados com as consequências das alterações climáticas e que se batem pela salvação do planeta”.

Para o ministro, os “trágicos incêndios de Junho e de Outubro de 2017”, que provocaram mais de cem mortos, obrigaram “a um verdadeiro virar de página na consciência nacional” sobre a necessidade de uma mobilização e concertação de esforços para responder “a desafios de longo prazo”, como a reforma da floresta, o combate à desertificação e aos riscos das alterações climáticas, mas tendo igualmente de ter “respostas imediatas, de corresponder aos anseios de segurança das populações”.

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