Dezoito pessoas foram acusadas por burla informática e nas comunicações, branqueamento de capitais e associação criminosa por uso fraudulento da aplicação MBWay, na sequência de uma investigação da PJ e do Departamento de Investigação e Ação Penal de Santarém.

Em comunicado, a Procuradoria da Comarca de Santarém afirma que foi deduzida acusação para julgamento em tribunal coletivo pela prática de crimes de burla informática e nas comunicações, crimes de burla informática e nas comunicações na forma qualificada, e crimes de falsidade informática, de branqueamento de capitais e de associação criminosa.

O Ministério Público (MP) concluiu existirem forte indícios de que, a partir de outubro de 2019 e ao longo dos anos de 2020 e 2021, “os arguidos constituíram um grupo que, atuando concertadamente e em comunhão de esforços e intentos, gizou um plano para se apropriar de quantias em dinheiro que sabiam não lhes pertencer, através do uso fraudulento da aplicação MBWay, com aproveitamento da inexperiência e do desconhecimento do modo de operar daquela aplicação dos indivíduos que contactavam”.

Os suspeitos “consultavam as páginas da internet que tinham listado artigos usados para venda, daí retirando os contactos telefónicos dos anunciantes”, os quais contactavam, dando instruções que lhes permitiam ter “acesso aos meios de pagamento desses indivíduos”, acrescenta a nota.

Depois, “realizavam transferências ou levantamentos em benefício próprio”.

A sua atuação permitiu que se apropriassem de quantias que somam 214.178,51 euros.

Um dos arguidos foi colocado em prisão preventiva, estando os restantes sujeitos a medidas de coação não privativas da liberdade, afirma a Procuradoria.

Segundo o MP, a investigação foi realizada pela Polícia Judiciária no âmbito da 2.ª Secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Santarém.

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