As dinâmicas culturais de Santarém nos últimos 150 anos vão ser tema para um debate a realizar no próximo sábado à tarde no Palácio Landal, no centro histórico da cidade.

Inserindo-se nas comemorações dos 150 anos da elevação de Santarém a cidade (24 de Dezembro de 1868), o debate, com a participação dos historiadores Teresa Lopes Moreira e Luís Mata, do sociólogo Nuno Domingos e da arqueóloga Vanda Luciano, é promovido pelo FITIJ – Associação Cultural, em colaboração com o município escalabitano.

Teresa Lopes Moreira falará sobre o “Grupo de Coordenação Cultural de Santarém (1944-1947)”, movimento cultural que teve entre os seus dinamizadores o advogado e dirigente cultural Manuel Ginestal Machado, “que pretendia difundir a cultura a todos os que não tinham tido oportunidade e meios para o conseguir, porque ‘todos tinham direito à cultura’”, afirma uma nota da associação.

Nuno Domingos irá falar sobre os 50 anos do Veto Teatro Oficina e os espaços teatrais e grupos de teatro de Santarém, neste período, cabendo a Vanda Luciano falar sobre as intervenções arqueológicas que ao longo dos anos têm permitido saber mais sobre a história da cidade.

“Da Vila para a Cidade: a arqueologia e seu contributo para a história de Santarém” será o tema da sua comunicação, com referências à importância da preservação dos testemunhos do passado.

Luis Mata fará o balanço de dois “projectos-âncora” para a cidade, o Museu Municipal e a candidatura de Santarém a Património Mundial, numa comunicação em que questiona “Cultura em Santarém: crónica de uma morte anunciada?”.

A associação FITIJ, organizadora do Festival Internacional de Teatro e Artes para a Infância e Juventude, afirma que o debate visa ser um “estimulo para se ficar com mais conhecimento e com uma breve retrospectiva daquilo que culturalmente pode ser considerado parte do destino cultural dos escalabitanos”.

No final da sessão será servida uma bebida, seguindo-se, às 19h30, na Sociedade Recreativa Operária, um jantar da responsabilidade dos cozinheiros João Barreto e João Garrido, numa “reinvenção” de sabores tradicionais da gastronomia local.

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