Parlamento evoca “activismo político” de António Fonseca Ferreira

O parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um voto de pesar pela morte do ex-dirigente do PS António Fonseca Ferreira, na segunda-feira, lembrado pelo seu “assinalável activismo político”.

No texto, apresentado pelo partido a que pertenceu, o PS, são realçadas as funções exercidas em várias estruturas, “desde as de coordenador da secção do Lumiar, a membro da comissão nacional e da comissão política nacional, passando pela coordenação da corrente de reflexão Margem Esquerda e por uma candidatura a secretário-geral do partido em 2011”.

O antigo dirigente socialista e presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) António Fonseca Ferreira faleceu na segunda-feira, vítima de doença prolongada.

António Fonseca Ferreira esteve à frente da CCDR-LVT durante dez anos, entre 1999 e 2009, tendo depois presidido à empresa Arco Ribeirinho Sul.

Durante o período em que José Sócrates assumiu as funções de secretário-geral do PS, António Fonseca Ferreira liderou uma minoria interna de oposição, a corrente de opinião “Esquerda socialista”, e candidatou-se à liderança do seu partido antes do congresso de abril de 2011, que se realizou em Matosinhos.

No PS, foi membro das comissões Nacional e Política e, no plano autárquico, em 2009, candidatou-se à presidência da Câmara de Palmela, mas foi derrotado pela maioria CDU naquele concelho do distrito de Setúbal.

No plano interno partidário, Fonseca Ferreira bateu-se sobretudo pelo “reforço das condições de transparência dos atos eleitorais” e, do ponto de vista ideológico, posicionou-se sempre na chamada ala esquerda do PS.

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