A Pastoral do Turismo – Portugal (PT-P) defende que o sector “favorece a conexão entre pessoas, os encontros, a interacção social e humana, o que representa uma importante mais-valia para o estabelecimento de vínculos de humanidade”.

Numa mensagem para o Dia Mundial do Turismo, que se assinalou na passada quarta-feira, 27 de Setembro, já depois do fecho desta edição, e recorrendo ao tema definido para este ano pela Organização Mundial do Turismo – “Turismo e Investimentos Verdes” -, a PT-P sublinha que, “no contexto do turismo religioso e para os fiéis, esta actividade e os laços por ela promovidos são, mais que tudo, uma forma clara de manifestação da sua fé e de testemunho concreto do Evangelho”.

“Esta dimensão torna-se bastante evidente, se pensarmos nas propostas feitas nos últimos anos pelo Papa Francisco, ao considerar a existência de uma Ecologia Integral; de uma Economia, na qual o mais importante deverá ser a justiça social e a igualdade de oportunidades; da necessidade

de pensarmos e resolvermos em conjunto – em espírito sinodal – os problemas, não apenas da Igreja, mas de toda a Humanidade”, escreve o padre Miguel Lopes-Neto, director da PT-P, organismo dependente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Para este departamento, “os investimentos sustentáveis são respeitadores da natureza, como podemos ver expresso na Encíclica ‘Laudato si’, na qual o Santo Padre apela à ‘conversão ecológica’ e à necessidade urgente de ‘Cuidar da Casa Comum’, propondo uma resposta ousada e activa à crise ambiental”.

“Mas, estes investimentos têm de considerar mais algumas dimensões determinantes, para que o turismo continue a florescer como uma acção humana de encontro e descoberta, do mundo e do outro”, nomeadamente, promovendo a aproximação de recursos humanos “que estão envolvidos no seu funcionamento e que facilitam o acolhimento e a hospitalidade (…), ambos com um papel fundamental no estabelecimento de um sentido de fraternidade, de diálogo e de paz”.

Também a aproximação da Igreja a “novas formas de organização e gestão do património a seu cargo, desenvolvendo modelos de negócio e de governança compatíveis com a sustentabilidade e as práticas próprias do turismo religioso/espiritual”, é defendida pela Pastoral do Turismo – Portugal.

Por outro lado, o organismo liderado pelo padre Miguel Lopes-Neto advoga a necessidade de aproximação das comunidades locais e das pastorais diocesanas, “equacionando soluções de ‘cooperação interinstitucional’, bem como a ‘criação de redes e pontes’ entre todas as organizações ligadas ao turismo”.

A Pastoral do Turismo – Portugal integra o Secretariado Nacional da Pastoral da Mobilidade Humana, inserida na Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, liderada pelo bispo de Santarém, José Traquina.

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