Um grupo de 80 pessoas prepara-se para fazer a peregrinação a pé entre a Guarda e Fátima durante sete dias em maio, num total de 225 quilómetros por estradas e caminhos.

Os participantes reúnem-se pela primeira vez no domingo num encontro de preparação para partilha de informações sobre as rotinas e funcionamento do grupo durante a peregrinação e também de algum convívio, com uma caminhada e almoço.

A peregrinação inicia-se em 05 de maio e termina no Santuário de Fátima, no dia 11. O percurso passa pelos concelhos da Guarda, Gouveia, Seia, Oliveira do Hospital, Arganil, Vila Nova de Poiares, Miranda do Corvo, Ansião, Ourém (Fátima).

O grupo será guiado por João Sousa, bombeiro e técnico de emergência médica, que há 12 anos deu início à iniciativa que se repete todos os anos em maio.

“A parte da logística foi mais complicada nos primeiros anos, porque não tinha conhecimentos, nem contactos. Agora, os contactos já ficam de um ano para o outro”, relatou, à agência Lusa.

Na agenda telefónica, João Sousa guarda contactos de juntas de freguesia, corporações de bombeiros e associações que habitualmente disponibilizam instalações para acolher os peregrinos.

As noites são passadas em quartéis de bombeiros, pavilhões gimnodesportivos, salão de festas e numa escola desativada.

João Sousa realçou a forma como os peregrinos são acolhidos nos locais onde pernoitam.

Nos lugares nos quais não é cobrado qualquer valor, o grupo deixa uma pequena quantia por cada peregrino para compensar os custos com a água, luz, gás e papel.

“Não paga as despesas, mas é uma maneira de agradecer e no ano seguinte termos a porta aberta”, referiu.

A logística da peregrinação envolve ainda a alimentação e o transporte dos bens dos peregrinos assegurada por sete voluntários. Este grupo fica responsável pela confeção das refeições e pela condução das viaturas de apoio. Os locais onde são servidas as refeições já estão programados, mas a chuva pode condicionar os planos.

João Sousa estimou que 40% das pessoas que integram o grupo façam a peregrinação sem qualquer promessa e por isso defendeu que é preciso ter respeito pelos ritmos e motivos de cada um.

“Não somos nenhuns estafetas. É para se fazer com calma. Há tempo para tudo. Para rir, para chorar e para rezar. Se uma pessoa se sentir mal, temos de esperar por ela”, assinalou.

João Sousa disse que nunca desencoraja ninguém a não fazer a peregrinação, da mesma forma que nunca as incentiva a desistir durante o caminho.

Na reunião preparatória da peregrinação, João Sousa distribui aos peregrinos uma lista com os bens essenciais para a realização da caminhada. Entre as recomendações sobre o vestuário, objetos e produtos a levar, João Sousa inclui “muita, muita vontade em andar”.

Leia também...

Reclusos de Torres Novas cuidam de horta vertical em projecto solidário

Uma horta vertical hoje inaugurada no Estabelecimento Prisional de Torres Novas visa mudar a vida de 41 reclusos e, ao mesmo tempo, apoiar 100…

Tejo Ambiente reforça operação com novo camião de limpeza

A Tejo Ambiente – Empresa Intermunicipal de Ambiente do Médio Tejo recebeu no dia 26 de maio, um novo camião combinado de limpeza e…

GNR detém homem por violência doméstica no concelho do Cartaxo

A Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve um homem de 35 anos por violência doméstica. A detenção ocorreu no passado dia 3 de julho, no…

Correio do Ribatejo oferece bilhetes para jogo da UDS contra Mortágua FC

O Correio do Ribatejo oferece dez ingressos para o jogo da União Desportiva de Santarém, que se disputa no próximo domingo, dia 08 de…