Pneusol assinala 50 anos de um negócio que corre sobre rodas

Na foto: João António Simões Carlos e Miguel Carlos

“Haja o que houver, estamos cá para resolver os problemas dos nossos clientes”

Fundada em 1970, a Pneusol deu início ao comércio e reparação de pneus com apenas três funcionários, na Avenida D. Afonso Henriques junto à praça de touros, em Santarém. A necessidade de crescimento, face à evolução do mercado e do sector automóvel, foi decisiva para a construção de umas novas instalações na zona da Portela das Padeiras, inauguradas em Junho de 1993, com uma óptima localização, comodidade para o cliente, espaço amplo, facilidade de estacionamento, e uma oferta de serviços mais alargada em que, para além do serviço a ligeiros, comerciais e 4×4, passaria a ter também disponível a assistência a motos, veículos pesados e agrícolas.
Actualmente com 21 colaboradores e membro do grupo Euromaster, a Pneusol, orgulha-se de manter uma relação próxima com os clientes que, “rapidamente se tornam parte da família”, como garantem, nesta entrevista ao Correio do Ribatejo João António Simões Carlos e Miguel Carlos, pai e filho que gerem esta empresa que continua a trabalhar diariamente acompanhando os problemas dos clientes e mantendo a eficiência no atendimento e na qualidade do serviço prestado. “A nossa missão é garantir a segurança e tranquilidade a cada um dos nossos clientes, graças ao nosso indiscutível conhecimento do pneu. Uma capacidade e uma atitude baseadas na nossa experiência com os clientes e que estão avalizadas pelo compromisso diário e o profissionalismo das nossas equipas”, asseguram.

Qual é a história que está por detrás da Pneusol? Como surgiu a empresa?
A empresa surgiu há 50 anos, com o intuito de prestar alguns serviços relacionados com os automóveis, tais como substituição de pneus, baterias, lâmpadas, alinhamentos de direcções, entre outros. A empresa começou a laborar num espaço em frente à Praça de Touros Celestino Graça, na Avenida D. Afonso Henriques, onde se manteve durante cerca de 40 anos. Entretanto, abrimos um outro espaço, na Portela das Padeiras, já há 28 anos. Chegamos a ter os dois locais em funcionamento. Ultimamente, e porque aqui [na Portela] temos melhores condições, optámos por fechar a loja da “cidade” e agora prestamos aqui o apoio a todo o tipo de viaturas, desde a parte agrícola, camionagem, ligeiros e motociclos. Concentrámos aqui o pessoal e optimizámos o funcionamento.

PUBLICIDADE

Ao longo destes 50 anos, quais foram os principais desafios com que se depararam no desenvolvimento do projecto empresarial?
Têm sido muitos os desafios, essencialmente relacionados com as crises financeiras que fomos encontrando ao longo dos anos, já para não falar da que vivemos agora, devido à Covid-19. Por aqui, na empresa, fomos sempre ‘voando’, mas com os pés bem assentes na terra, sempre com a situação controlada, e temos conseguido ultrapassar estes desafios, mantendo esta estrutura que é familiar, e assim esperamos continuar.

Qual é o factor essencial para o sucesso da empresa? O que consideram ser crítico para o sucesso da vossa estratégia?
Julgo que a chave é o tipo de atendimento, a relação criada com os clientes: aliás, passam de clientes a amigos rapidamente, um familiar quase, é esta relação que vamos tendo com quem procura os nossos serviços.
Depois, esses amigos passam a palavra a outros. Inclusivamente, e isso é curioso, quando alguém pede, nas redes sociais, recomendações para um local onde ir trocar os pneus da sua viatura, aparece logo alguém que sugere a Pneusol. Os nossos clientes acabam por divulgar os nossos serviços e isso deixa-nos orgulhosos porque eles reconhecem o trabalho que aqui prestamos.

Para esse ano, quais são os objectivos da empresa?
O grande objectivo é, sem dúvida, ultrapassar esta crise. Houve uma queda abrupta na actividade e estamos a tentar, neste momento, recuperar os níveis normais e o fluxo de serviço. Felizmente, as coisas estão a correr bem. Vamos tentar chegar ao fim do ano, pelo menos, com as contas equilibradas. E, se possível, planeando já um ano melhor. Não depende só de nós. Mas perspectivamos um bom ano para 2021.

Que diferenças nota na evolução deste tipo de negocio de há 50 anos para cá?
É como da noite para o dia. Antigamente, com uma prateleira com 20 pneus tinha, seguramente, equipamento para cinco automóveis. Hoje, tenho 2000 pneus em stock e, se entrarem aqui 50 carros, se calhar, não tenho pneus para os 50 carros: são muitas medidas diferentes, há muitos tipos dentro da mesma medida, marcas diferentes e muita variedade. O cliente também é mais exigente e pede rastos mais para chuva ou mais para neve. Temos que ter um leque muito mais alargado para satisfazer o cliente.

Quais os segmentos que têm vindo a registar um maior crescimento e procura?
A maior procura tem-se registado na gama alta e nas motos. É onde temos tido mais crescimento. Em termos de camionagem, o segmento tem-se mantido mais ou menos estável, ou até descido ligeiramente. A parte agrícola também se tem mantido. Temos aqui, na casa, certos pneus de alta gama que nem todas as empresas têm equipamento para fazer a respectiva montagem e é aí, de facto, que tem aumentado a procura.

O cliente continua a dar mais valor ao preço do que à qualidade?
Depende. Hoje em dia há muito cuidado a escolher a relação preço/qualidade. Mas, em caso de dúvida, o cliente opta pela qualidade.

Na sua opinião deviam existir mais acções de sensibilização para as pessoas olharem para o pneu como algo importante para a sua segurança na estrada?
Sim, sem dúvida. Nós próprios fazemos isso. Normalmente, traçamos uma série de objectivos, uma espécie de ‘check list’ para o cliente fazer durante o desgaste dos pneus que foram acabados de montar. Há uma quantidade de coisas que o cliente deve fazer, como trocar os pneus regularmente de trás para a frente, a equilibragem, alinhamentos de direcção e uma coisa muito importante que é ver a pressão dos pneus.

O que mudou na actividade da Pneusol neste período de pandemia? Que boas práticas estão a ser implementadas para conseguir manter a actividade em segurança?
Não tivemos a necessidade de fazer grandes adaptações: ao nível da higiene, sempre fomos uma empresa com uma grande exigência nesse aspecto, não só no atendimento ao público mas em toda a empresa. Os hábitos de limpar, desinfectar e higienizar o espaço para nós já era prática corrente. E, em certa medida, mantém-se tudo igual. Ao nível de espaço, temos um espaço amplo, as pessoas andam dispersas. Há, claro, a utilização das máscaras ou viseiras que agora são comuns a todos os ramos de actividade.

Durante este período de pandemia continuam sempre a laborar?
Sim, embora com alguma quebra, já que grande parte dos ligeiros estavam parados. Mas estivemos sempre a trabalhar. Damos assistência a veículos do INEM, a várias corporações de bombeiros, destacamento da GNR, da PSP, e todos os outros sectores que nunca pararam. Inclusivamente, pessoas de outros distritos acabaram por procurar os nossos serviços. Em certas zonas, houve algum pânico e as pessoas optaram por fechar. E quem tinha que continuar a trabalhar teve de, forçosamente, encontrar uma opção. Aqui atendeu-se toda a gente. Aproveitamos também para fazer manutenção nas instalações e nas máquinas, pintamos paredes, renovámos o espaço e preparámos tudo para, quando se voltasse ao normal, estarmos melhor preparados.

Como apoiaram os vossos clientes no período de confinamento?
Nós sempre primámos pela aproximação ao cliente e por um serviço personalizado. Durante o período em que as pessoas ficaram mais em casa, íamos nós ter com o cliente: tínhamos dois carros para assistência móvel a tractores, pesados, ligeiros. Fazíamos o serviço no local, na casa ou na empresa dos nossos clientes. Muitos optaram por fazer a manutenção aos veículos durante essa altura, nomeadamente as empresas ligadas ao sector agrícola.

Este é um serviço que veio para ficar?
Se nos solicitarem, sim. E isso facilita nos veículos com alguma dificuldade em transitarem, como é o caso dos tractores e outra maquinaria. Mas, regra geral, as pessoas gostam mais de vir cá. Gostam do atendimento que aqui fazemos.

Tem sido essa uma das chaves do sucesso da empresa?
Sim, claramente. Os clientes sentem-se bem nesta casa. Também fazemos com que sintam que esta é também a casa deles. Temos uma relação próxima com os clientes, e tem sido sempre assim.

O que vai acontecer ao sector dos pneus em Portugal pós Covid-19? Para quando antevê a retoma do sector? E de que forma?
Eu creio que a retoma acontecerá a partir do momento em que se começar a comercializar a vacina porque isso dará mais confiança às pessoas. Neste momento, há alguma expectativa do que virá a seguir. Primeiro, todos pensavam como seriam as férias. Agora, que já passou esse período, todos pensam como será o regresso à escola… depois, temos o início do Inverno, e, consequentemente, das gripes, e aí como vai ser? Acredito que será tudo ultrapassado com o aparecimento de uma vacina.

Na sua opinião, quais as grandes forças que a empresa tem?
Temos um stock bastante grande, uma relação excepcional com o cliente, estamos constantemente a actualizar-nos, atentos ao mercado, para saber tendências, a maior procura, que carros estão a sair. Isto para garantir que o cliente sai satisfeito. Um cliente, hoje em dia, vem ter connosco e não quer “voltar amanhã”. Quer o problema resolvido na hora. Claro que há, excepcionalmente, situações em que tem forçosamente que ser. Mas, aqui, regra geral, o cliente encontra sempre o que quer.

Quais são os serviços principais que um cliente pode encontrar na Pneusol?
O nosso ‘core business’ é a troca de pneus e alinhamento de direcção: temos funcionários muito bons naquilo que fazem, e os clientes sabem que isto não é só ter máquinas, é preciso saber fazer. Depois, realizamos coisas mais simples como polimentos e substituição de faróis, lâmpadas, etc.

Actualmente, quantos funcionários tem a empresa?
Temos 21 pessoas a trabalhar na empresa. É um número para manter ou até, previsivelmente, aumentar. É possível que, para o ano, por esta altura já sejamos mais três ou quatro nesta ‘família’.

Que outros projectos tem a empresa para o futuro?
Essencialmente, o que queremos é manter os postos de trabalho dos funcionários que cá estão, não falhar com nada para eles e trabalhar todos os dias com saúde e tentar crescer de forma sustentada.

Que mensagem quer deixar aos vossos clientes?
Haja o que houver, com ou sem pandemia, nós estamos sempre cá para os receber e para resolver os problemas que nos tragam.

PUBLICIDADE

PARTILHE COM OS SEUS AMIGOS