Porto, 14/10/2013 – Conferência de Imprensa do PCP-Porto, no final de uma reunião com o comando da PSP sobre o possível encerramento da esquadra de Cedofeita. Com os deputados Jorge Machado, Paula Baptista e o vereador Pedro Carvalho. ( Duarte Silva / Global Imagens )

 A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) iniciou hoje o protesto “excesso de prevenção”, que passa por privilegiar a pedagogia em detrimento das multas, como forma de exigirem o aumento do subsídio de risco.

O protesto, a que chamaram “excesso de pedagogia e de prevenção”, foi aprovado na reunião de hoje da direcção da ASPP, o maior sindicato da Polícia de Segurança Pública.

“Como forma de luta e de protesto desafiamos os polícias a participarem na acção a que chamamos excesso de pedagogia e excesso de prevenção”, disse à Lusa o presidente da ASPP, Paulo Santos.

Durante este protesto, os polícias vão privilegiar na sua actividade diária de fiscalização e de patrulha a pedagogia e prevenção em vez das multas e das sanções.

Paulo Santos afirmou que esta acção será mais visível nas operações de trânsito e adiantou que não há data para este protesto terminar.

Em causa está o subsídio de risco que o Governo fixou em 100 euros e que se traduz num aumento de 69 euros e que vai começar a ser pago em 2022.

A ASPP, juntamente com a Associação dos Profissionais da Polícia (APG/GNR), exigem o pagamento faseado do subsídio de risco até 2024, defendendo que em Janeiro de 2022 seja pago 200 euros, em 2023 aumente para 300 euros e que se fixe em 2024 nos 430 euros.

Dirigentes da ASPP e da APG vão também marcar presença hoje à tarde nas galerias da Assembleia da República para assistir à votação na generalidade da proposta do Governo do Orçamento do Estado para 2022.

O subsídio de risco é uma das principais e mais antiga reivindicação dos polícias e a atribuição deste suplemento estava prevista no Orçamento do Estado deste ano, numa decisão dos partidos da oposição e não do Governo.

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