Os preços mundiais dos produtos alimentares atingiram no ano de 2022 os níveis mais altos de sempre, com a guerra na Ucrânia, afirmou hoje , 6 de Janeiro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Mas, em Dezembro, o índice de preços alimentares da FAO, que segue a variação de preços a nível internacional de um cabaz de produtos básicos, continuou em queda pelo nono mês consecutivo, recuando 1,9%, baixando para um nível inferior ao de há um ano.

Em Março, os preços mundiais de produtos alimentares atingiram os “níveis mais altos de sempre”, segundo a FAO, com a invasão russa da Ucrânia a perturbar os mercados, elevando o risco de crise alimentar mundial.

“Os preços mundiais do trigo e do milho atingiram máximos recordes durante o ano”, disse a agência da ONU, sendo a Ucrânia um grande produtor de cereais, mas também de óleo de girassol.

Os preços no índice da FAO de óleos vegetais também aumentaram e os da carne e de produtos derivados do leite também atingiram “os níveis anuais mais altos desde 1990”.

Os preços dos produtos alimentares voltaram, no entanto, a descer em abril, o que se mantém há nove meses consecutivos.

“É bom que os preços dos alimentos estejam a acalmar após dois anos muito voláteis”, disse Máximo Torero, economista-chefe da FAO, em comunicado, acrescentando que é fundamental “continuar vigilante e atenuar a insegurança alimentar mundial”.

“Os preços globais dos alimentos permanecem em níveis altos, com muitos produtos ainda perto dos valores recorde, com os preços do arroz em alta e havendo ainda muitos riscos associados a futuros abastecimentos”, assinalou.

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