O presidente da Câmara Municipal da Golegã afirmou hoje que os prejuízos causados pelas recentes cheias no concelho são “incalculáveis”, alertando para estragos em infraestruturas, arruamentos, pontes e edifícios, além de cortes de vias que continuam ativos.
Em declarações à Lusa, António Camilo sublinhou que as cheias e a chuva intensa das últimas semanas provocaram danos “muito elevados”, afetando arruamentos, diques, pontes e edifícios municipais e privados.
“Neste momento, os prejuízos são incalculáveis. As estimativas que tínhamos estão desatualizadas, vão ter valores muito superiores”, afirmou.
O presidente da autarquia frisou que “é impossível ao município suportar sozinho” o esforço de reconstrução, defendendo um reforço da intervenção das entidades nacionais.
“Somos um dos concelhos mais afetados e precisamos de mais ajuda oficial, do Governo, da Agência Portuguesa do Ambiente, das Infraestruturas de Portugal. Vai ser difícil recuperar sem apoio externo”, disse.
Entre as situações mais críticas está o corte no acesso à ponte de Chamusca, onde uma “fissura” no piso obrigou à mobilização da GNR, bombeiros e técnicos das Infraestruturas de Portugal.
O problema foi detetado na segunda‑feira por uma motorista, levando à ativação imediata dos meios de emergência, disse o autarca.
Também a ponte da Cardiga permanece encerrada devido aos danos provocados pela subida das águas, obrigando os automobilistas que circulam entre a Golegã e Vila Nova da Barquinha a desviar-se por São Caetano. Equipas da Agência Portuguesa do Ambiente e das Infraestruturas de Portugal estão no terreno a avaliar a extensão dos estragos.
Nas zonas ribeirinhas de Azinhaga e Pombalinho, as famílias que tinham sido retiradas preventivamente já regressaram às suas habitações, mas o município alerta que o impacto das águas será “muito pesado” para os próximos meses.
“As cheias deixaram danos em vários edifícios e estruturas. Agora é fazer o levantamento total, mas sabemos que será um processo longo e dispendioso”, referiu o autarca.
