O PSD questionou o Ministério da Segurança Social sobre o encerramento de núcleos do Serviço de Verificação de Incapacidade Permanente em 14 concelhos de Santarém, que serão concentrados na capital de distrito, dificultando a deslocação de utentes com incapacidades.

Numa conjunto de perguntas dirigido hoje à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, os deputados do PSD Duarte Marques, Isaura Morais e João Moura querem saber se o Governo está disponível para reverter esta situação, tendo em conta que a extinção dos núcleos vai causar limitações de mobilidade a cidadãos que já estão mais debilitados.

Estes gabinetes do Serviços de Verificação de Incapacidade Permanente, da Segurança Social (SS), realizam peritagens médicas de avaliação de incapacidades permanentes para o trabalho, nomeadamente se os utentes têm ou não direito a prestações de apoio tendo em conta o grau da sua incapacidade.

De acordo com os deputados, a SS “resolveu concentrar todas estas consultas nas instalações do Centro Distrital da Segurança Social de Santarém, em Santarém, e num segundo local a definir (Entroncamento ou Torres Novas), encerrando a prestação deste serviço em vários concelhos da região”.

Até agora existiam núcleos em Ourém, Abrantes, Mação, Tomar, Cartaxo, Rio Maior, Almeirim, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos, Benavente, Entroncamento e Torres Novas.

“Recordamos que o distrito de Santarém não possui um sistema de transportes públicos como Lisboa ou Porto, através do qual qualquer cidadão se pode deslocar entre os vários concelhos da região e aceder à capital de distrito, Santarém”, salientam, realçando ainda que o encerramento foi uma “surpresa”, quando “o discurso oficial do Governo liderado por António Costa é precisamente o oposto, a narrativa oficial é da reabertura de serviços no interior”.

Os deputados pretendem ainda saber se o Governo pode assegurar que “nenhum cidadão ficará privado de aceder a estas consultas e assim impedido do reconhecimento necessário para a obtenção de abonos ou prestações sociais” e se a decisão se baseia em algum estudo que revele que a centralização do processo de consultas médicas garante “uma maior rapidez no processo de reconhecimento de incapacidades”.

A Lusa contactou o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para mais esclarecimentos sobre esta decisão, mas até ao momento não obteve resposta.

Leia também...

Município de Azambuja assinalou a “Semana Europeia da Mobilidade”

Azambuja associou-se às comemorações da “Semana Europeia da Mobilidade 2019”, que decorram entre os dias 16 a 22 de setembro em toda a Europa.…

“A gestão desta casa assenta em grandes ensinamentos”

Constituída em 1954, a Agro Ribatejo tem sabido manter- se na vanguarda do seu segmento de negócio: através de um conjunto de infra-estruturas e…

Ambientalistas alertam para riscos de mudar sistema de tratamento de resíduos perigosos

A associação ambientalista Zero alertou hoje para os riscos de uma eventual alteração pelo Governo do sistema nacional de tratamento de resíduos perigosos, sobre…

Radares vão controlar velocidade média em 12 locais a partir de setembro

As estradas portuguesas vão contar com 37 novos radares a partir de 01 de setembro, dos quais 12 vão fazer o controlo da velocidade…