A operação contra o tráfico de armas efetuada hoje pela PSP nos distritos de Lisboa, Santarém e Leiria terminou com 25 detidos e 76 armas de fogo apreendidas, segundo um comunicado da força de segurança.

As autoridades cumpriram 80 mandados de busca, apreendendo também cocaína (em quantidade ainda por determinar), uma mira telescópica, um silenciador, nove armas de ar comprimido, duas armas de alarme, dois bastões extensíveis, uma soqueira e um colete balístico. Os detidos – 23 homens e duas mulheres – têm entre 23 e 82 anos de idade e são suspeitos dos crimes de tráfico de armas, posse de arma ilegal e tráfico de estupefacientes.

Pelas 16:00 decorria ainda a fiscalização de um estabelecimento comercial no distrito de Santarém, “onde existem fortes indícios de venda ilegal de armas e de munições”, de acordo com a nota divulgada, que realçou a “grande dimensão e complexidade” da operação.

A PSP acrescentou que estiveram envolvidos cerca 600 polícias de diferentes divisões do Comando Metropolitano de Lisboa e Comando Distrital de Setúbal, do Departamento de Armas e Explosivos e da Unidade Especial de Polícia, através do Corpo de Intervenção, do Grupo de Operações Especiais e do Grupo Operacional Cinotécnico, além do apoio de militares da Guarda Nacional Republicana e do INEM.

De acordo com outro comunicado já divulgado anteriormente pela força de segurança, a operação surge na sequência de uma investigação que dura há cerca de ano e meio, delegada pelo Departamento de Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) do Ministério Público (MP) na Polícia de Segurança Pública (PSP).

Em causa está um grupo de suspeitos de venda ilegal de armas de fogo e munições, sobre o qual recaem “fortes indícios” de ter posto a circular ilegalmente dezenas de armas de fogo e “uma quantidade considerável” de munições de vários calibres.

O DCIAP revelou, entretanto, uma nota de imprensa que aponta para a suspeita da prática dos crimes de tráfico de armas e de detenção de arma proibida.

“Indicia-se que os suspeitos adquiriam e revendiam armas de fogo, munições e componentes, sem que tivessem licença para o efeito e sem que os compradores tivessem licença para essa aquisição. Indicia-se igualmente que um dos suspeitos, que gere um estabelecimento comercial de espingardaria, participava nessas vendas ilícitas e as ocultava”, pode ler-se na nota do MP.

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