O reitor do Santuário de Fátima lembrou hoje os afectados pela guerra na Ucrânia, num dia marcado pela jornada mundial de oração e jejum pela paz convocada pelo Papa.

Na missa de imposição de cinzas com que assinalou o início da Quaresma, no Santuário de Fátima, Carlos Cabecinhas sublinhou que este período de 40 dias até à Páscoa é, “por excelência, o tempo da conversão”.

O primeiro passo a dar nesta “caminhada de conversão quaresmal é o reconhecimento de que precisamos de conversão, não há caminho que não comece por essa consciência”, disse Carlos Cabecinhas na sua homilia, numa cerimónia onde foram lembrados os ucranianos em dia em que o Papa Francisco convoca os católicos para uma jornada de oração e jejum pelo fim da guerra na Ucrânia.

“É um dia em que por amor aos nossos irmãos, afetados pela guerra, somos convidados a rezar intensamente e a fazer práticas penitenciais”, disse o reitor do Santuário, lembrando que estas práticas são um “caminho para a conversão, neste tempo quaresmal e a tradição cristã fala sobretudo do jejum” e, desta forma, “renunciar a algo, de que o alimento é apenas um sinal sensível”.

A Quaresma é também “tempo para uma maior atenção aos outros e às suas necessidades e não há oração verdadeira ou autêntica expressão do amor a Deus, sem sincera atenção aos outros, porque o amor a Deus e ao próximo são inseparáveis”, alertou.

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