Rui Serrano foi eleito Presidente da NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém / Câmara do Comércio e Indústria para o mandato 2026-2028. Concluído o processo eleitoral para os Órgãos Sociais da Associação, os associados renovaram a sua confiança na equipa directiva, dando início a um novo ciclo de governação que teve efeitos desde 24 de Julho de 2026. 

Para Rui Serrano, “esta reeleição representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos oito meses e reforça a responsabilidade da direcção em continuar a promover o desenvolvimento económico do Ribatejo, através de uma actuação próxima das empresas, das instituições e do território”. O actual presidente da NERSANT está em funções desde 27 de Novembro de 2025.

Com a eleição para o triénio 2026-2028, Rui Serrano frisou que “o Relatório e as Contas de 2025, aprovados em Assembleia Geral, evidenciam o crescimento da associação, com o aumento do número de empresas associadas, o apoio directo a mais de 200 empresas, a participação de 1.679 pessoas em sessões, acções e iniciativas promovidas pela associação e a ultrapassagem dos 15 mil seguidores nas plataformas institucionais da NERSANT”.

Para justificar a referência, o presidente da NERSANT afirmou que “estes indicadores traduzem uma associação cada vez mais próxima do tecido empresarial, mais dinâmica e com maior capacidade de intervenção, sustentando a sua actuação nos quatro pilares estratégicos que orientam a sua missão: representar, capacitar, acelerar e conectar”.

Este resultado é, na óptica de Rui Serrano, “uma confiança renovada pelos associados e representa o reconhecimento mais importante que uma associação empresarial pode receber: o das próprias empresas que representa”. 

Sob o mote “37 anos. E ainda agora começámos”, a NERSANT encara este novo mandato como uma oportunidade para consolidar o trabalho realizado e continuar a afirmar-se como um parceiro estratégico das empresas e do desenvolvimento económico da região.

Reforçar competitividade empresarial de Santarém

“Nestes últimos oito meses, sinto que iniciámos um caminho e um caminho não se interrompe a meio”, disse à Lusa Rui Serrano, justificando a recandidatura com a necessidade de “consolidar a recuperação financeira” da associação empresarial da região de Santarém, com sede em Torres Novas, e “reforçar o seu papel na nova NUT II Oeste e Vale do Tejo”, que agrega as CIM do Médio Tejo, Lezíria e Oeste.

O dirigente, que assumiu a presidência da associação empresarial em Novembro de 2025, após a saída de António Pedroso Leal, concorreu em lista única às eleições de sexta-feira para um mandato de três anos (2026-2028), considerando essa circunstância “um sinal de confiança e de continuidade” por parte dos associados.

Entre as prioridades para o próximo mandato, Rui Serrano aponta a criação de condições para fixar trabalhadores na região, defendendo políticas de habitação acessível, maior mobilidade casa-trabalho e apoios às pequenas e médias empresas para reduzirem os custos energéticos e investirem em autoconsumo.

Defende igualmente uma redução dos custos de contexto que afectam as empresas, através de processos de licenciamento mais céleres, menos burocracia, maior previsibilidade fiscal e pagamentos públicos atempados, bem como um melhor aproveitamento dos futuros instrumentos europeus de financiamento para promover investimento e emprego.

“Sem habitação não há fixação de pessoas e sem pessoas não há crescimento empresarial”, sustentou, defendendo que a Nersant deve assumir-se como parceira activa das empresas, dos municípios e das restantes instituições na construção de soluções para o território.

No balanço dos cerca de oito meses de mandato, Rui Serrano destacou a resposta da associação aos efeitos da tempestade Kristin, a promoção internacional da região na feira MIPIM, em Cannes, o reforço da proximidade às empresas através do Roadshow Ribatejo Invest e a renovação da identidade institucional da Nersant.

Sobre a tempestade Kristin, que atingiu a região poucos meses após a sua tomada de posse, o presidente da Nersant afirmou que provocou “danos significativos” em instalações, equipamentos, ‘stocks’ e capacidade produtiva de muitas empresas, sobretudo nos sectores da agro-indústria e da construção, estimando que entre 70% e 80% das paragens iniciais tenham resultado da interrupção do fornecimento de electricidade e das comunicações.

Na sequência desse episódio, a associação elaborou o “Livro Negro da Calamidade Empresarial”, documento que serviu de base à defesa de apoios extraordinários para as empresas afectadas e à apresentação, em conjunto com outras associações empresariais, de propostas de incentivos não reembolsáveis para os territórios atingidos.

Embora considere que as medidas entretanto aprovadas pelo Governo responderam às necessidades mais imediatas, Rui Serrano defendeu que continuam a fazer falta apoios a fundo perdido para empresas com prejuízos de maior dimensão, lamentando que “a recuperação das capacidades produtivas” tenha deixado de estar no centro das preocupações.

Quanto à situação financeira, Rui Serrano afirmou que a venda do antigo pavilhão de exposições da Nersant, em Torres Novas, por 1,905 milhões de euros, permitiu reduzir o financiamento de curto prazo em cerca de 860 mil euros e o de longo prazo em 187 mil euros, deixando a associação com uma autonomia financeira superior a 60%.

Segundo o dirigente, a associação terminou 2025 com 3.208 associados, mais 81 do que no ano anterior, crescimento que considera demonstrativo da confiança das empresas no trabalho desenvolvido.

Entretanto, a Assembleia Geral da Nersant, realizada a 20 de Julho (segunda-feira), aprovou por maioria o Relatório de Gestão, Balanço e Contas de 2025, registando-se uma abstenção.

O exercício encerrou com um resultado líquido positivo de 1.052.423,59 euros, valor influenciado por uma operação extraordinária relacionada com a alienação de património, incluindo a venda do Pavilhão Nersant.

Os associados aprovaram ainda, por unanimidade, a aplicação do resultado em Fundo Associativo, reforçando a capacidade da associação para desenvolver novos projectos de apoio às empresas da região.

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