Foto de Município de Santarém

A Associação r.INseRIR, sediada no Departamento de Psiquiatria do Hospital Distrital de Santarém (HDS), inaugurou esta segunda-feira, 5 de Junho, pelas 11h00, a exposição “IDENTIDADE” – Projeto “OficINa – Arte Bruta Inclusiva”, na Sala de Leitura Bernardo Santareno, onde vai estar patente até 23 de Junho.

Diogo Gomes, Vereador da Saúde da Câmara Municipal de Santarém (CMS), e Nuno Domingos, Vereador da Cultura da CMS, marcaram presença na inauguração da exposição que tem como João Maria Ferreira como Curador, artista plástico scalabitano.

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Diogo Gomes afirmou que “depois da a exposição “Anti Inércia”, vejo que há aqui artistas que voltam a apresentar trabalhos aqui. Na última exposição a CMS adquiriu algumas obras e pretendemos fazer exatamente o mesmo agora”. O Vereador afirmou que “aquilo que vejo nos vossos trabalhos, é algo maravilhoso”. “Vocês são as estrelas desta exposição” acrescentou, enaltecendo a importância da “OficINa – Arte Bruta Inclusiva”, pela motivação que dá aos utentes/artistas. “Vivemos tempos difíceis. Primeiro foi a Pandemia, agora é a Guerra que embora não a estejamos a viver de forma direta, cria-nos momentos de incerteza e de ansiedade”, por essa razão referiu ter o maior respeito pelos artistas e ser uma honra poder acompanhar de perto o trabalho que tem sido desenvolvido.

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Nuno Domingos referiu que acompanha este projeto artístico desde 2016, afirmando que “a arte, desde os seus primórdios, teve sempre este papel de refletir a função social. Se pensarmos no teatro grego, o processo da catarse levava as pessoas a sentirem-se os heróis da cena”, numa alusão a Aristóteles, para o qual “o teatro tinha para o ser humano a capacidade de libertação, pois quando via as paixões representadas, conseguia libertar-se delas. Essa purgação ou purificação tinha o nome de catarse, que era provocada no público durante e após a representação de uma tragédia grega”.  Para o Vereador “este projeto é uma força, com uma dimensão social e artística muito relevantes. Quase sempre de forma consciente, acaba por retratar a realidade. Se por um lado, há uma dimensão pessoal, acaba sempre por retratar as preocupações das pessoas”.

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Para João Maria Ferreira, uma exposição tem uma “objetiva e inegável pretensão, mais do que isso, uma missão, que passa sobretudo pela celebração dessa partilha, a articulação de um diálogo entre o artista, a obra e o público, uma contemplação de objetos que encerram em si universos que de um ponto de vista inicial individual se transcendem em vivências coletivas e universais”.

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Segundo a equipa da OficINa, esta exposição reúne trabalhos de “elevada qualidade artística. A OficINa reúne condições facilitadoras de inspiração e criação artísticas. Os nossos artistas sentem-se bem neste espaço, onde criam a sua própria identidade artística”.

De referir que, a “OficINa – Arte Bruta Inclusiva” foi inaugurada em maio de 2021, com o objetivo de apostar na reabilitação de pessoas com doença mental grave, mobilizando a arte como ferramenta terapêutica.

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