Foto de arquivo
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O Município de Santarém viu aprovada uma candidatura ao Fundo Ambiental, no âmbito da “Proteção e Conservação da Natureza e da Biodiversidade — Projetos de erradicação e controlo de espécies invasoras prioritárias”, ficando que está classificada em 8ª lugar a nível nacional. Desta forma, o Município assegura um financiamento no valor de 21.485,62 euros para suportar o investimento global de 25.277,20 euros.

Este mecanismo de apoio é uma resposta à prioridade obrigatória de controlo de espécies exóticas invasoras que suscitam preocupação na União Europeia, através do financiamento de intervenções que deem primazia a ações que ainda permitam uma intervenção atempada de prevenção e controlo de espécies da “lista de espécies exóticas invasoras que suscitam preocupação na União”, e, também, algumas espécies de preocupação exclusivamente nacional para as quais não têm sido dirigidos esforços de controlo.

A ameaça das espécies exóticas e invasoras é uma grande preocupação para os governos locais, na medida em que representam os cinco mais relevantes impulsionadores diretos da perda de biodiversidade – ao lado de mudanças no uso da terra e do mar, exploração direta de espécies, mudanças climáticas e poluição.

As espécies exóticas e invasoras são uma grande ameaça à biodiversidade e podem causar danos irreversíveis à Natureza, incluindo extinções de espécies locais e globais, e também ameaçar o bem-estar humano.

As espécies exóticas e invasoras identificadas para atuar no âmbito desta candidatura INVACrustacea foram o caranguejo- peludo -chinês e o lagostim-vermelho-da-Louisiana, que são espécies que alteram o ecossistema transformando o habitat, com graves consequências para as espécies nativas, perdendo assim a diversidade ecológica necessária ao equilibro dos ecossistemas naturais e à garantia da sustentabilidade do Território.

Nuno Russo, Vereador da Câmara Municipal de Santarém  com o Pelouro da Proteção Ambiental afirma que: “as ações de remoção e controlo de espécies exóticas e invasoras serão desenvolvidas pela área do Ambiente do Município durante os próximos três meses,  com o envolvimento dos actores-chave e da população em geral,  com o desiderato de promover a cidadania ativa para as questões ambientais e a replicabilidade e transferibilidade para aplicação noutros rios e ribeiras do Território, interrompendo a sua propagação e destruição dos ecossistemas aquáticos em que se verifique a presença destas espécies, bem como ser um exemplo positivo para outros Municípios e Instituições.”.

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