O historiador e ex-presidente da Câmara de Santarém, José Miguel Correia Noras, vai lançar, na próxima quinta-feira, dia 19, pelas 20:30, o livro “Bernardo Santareno da nascente até ao mar”, no âmbito das comemorações do centenário do dramaturgo nascido em Santarém.

O evento decorre no Fórum Actor Mário Viegas – Centro Cultural Regional Santarém, sendo que esta biografia procura trazer novidades em torno de manuscritos de Bernardo Santareno que estavam por publicar.

Numa entrevista recente ao Correio do Ribatejo, José Miguel Correia Noras explicou que este livro vai ainda “exumar algumas das entrevistas” do dramaturgo.

“Curiosamente, é nos Jornais e nas Revistas que vamos obter esclarecimentos em torno do trabalho mais precoce de Bernardo Santareno. Muitas vezes dizemos que a sua primeira obra é editada quando tem 33 anos, em 1954, antes de 19 de Novembro. Todavia, lendo uma entrevista à Plateia, por exemplo, ficamos a saber que a sua peça ‘Olga Condessa Russa’, por exemplo, é produzida quando ele tem escassos 11 anos”, contou José Miguel Noras ao Correio do Ribatejo.

Segundo explicou, este livro tem a particularidade, “além da exumação de muita coisa que era desconhecida ou estava adormecida”, de apresentar 59 contributos manuscritos em postais de Santarém, de outras tantas personalidades. 

“Bernardo Santareno viveu muito, mas apenas durou 59 anos. Eu acho que Santarém tem que lhe fazer uma homenagem”, afirmou.

O historiador e ex-presidente da Câmara de Santarém não tem dúvidas que Bernardo Santareno é o nome “mais marcante, nos planos da criação literária e da dimensão ética e política” da dramaturgia nacional.

Formado em Medicina, foi a escrita que deu a Bernardo Santareno maior relevo, tendo iniciado o seu percurso literário associado ao teatro com a publicação de várias peças nas décadas de 50, 60 e 70, como são os casos do “Bailarino”, “A Promessa”, “O Crime da Aldeia Velha”, “António Marinheiro”, “O Judeu” ou “A Traição do Padre Martinho”. 

Bernardo Santareno, pseudónimo literário de António Martinho do Rosário, nasceu no dia 19 de Novembro de 1920, em Santarém. A sua obra completa foi organizada e anotada por Luiz Francisco Rebello e publicada em quatro volumes entre 1984 e 1987. Parte do espólio de Bernardo Santareno encontra-se no Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea da Biblioteca Nacional.

Leia também...

Distrito de Santarém apenas com um concelho em Risco Muito Elevado

O Governo reviu ontem a listagem dos concelhos de risco e o distrito de Santarém deixou de ter concelhos no escalão de Risco Extremo,…

Núcleo Rural de Coruche vence prémio “Melhor Trabalho de Museologia”

O Núcleo Rural de Coruche – Museu Municipal de Coruche recebeu na passada sexta feira, dia 24 de Maio, o Prémio “Melhor Trabalho de…

Autarcas do Médio Tejo preocupados com “serviço deficitário” dos CTT

Os 13 autarcas da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM Médio Tejo) manifestaram hoje “preocupação com o serviço deficitário” que afirmam estar a ser…

Bombeiros de Azambuja com nova ambulância de socorro

Os Bombeiros Voluntários de Azambuja colocaram ao serviço esta sexta-feira, 24 de Maio, a nova ambulância de socorro que fará parte da frota da…