Foto de Arquivo
Foto de Arquivo

O Santuário de Fátima disse na quinta-feira, 3 de Setembro, que “nenhuma das 24 demissões que ocorreram ao longo deste ano” correspondeu a extinção de postos de trabalho e que “nenhum trabalhador foi convidado” a deixar a instituição.

“Houve saídas de trabalhadores por motivos de reforma, por não renovações de contrato de trabalho a termo e um terço das mesmas por iniciativa do trabalhador”, destacou o Santuário, em comunicado, referindo-se às 24 demissões que ocorreram ao longo do ano.

Na quarta-feira a porta-voz do Santuário de Fátima, Carmo Rodeia, explicou à Lusa que o Santuário tem em curso um plano de reestruturação que prevê o despedimento de até 50 trabalhadores devido à queda abrupta nas receitas causadas pela epidemia de covid-19.

O comunicado divulgado sublinha que “qualquer número que tenha sido referido em respostas anteriores aos jornalistas foi no sentido de sublinhar que não estava em curso um plano de despedimentos e que eventuais rescisões não seriam nos números que circulavam na comunicação social”.

A instituição religiosa esclarece ainda que “nenhum trabalhador foi convidado a deixar a instituição” mas sublinha que “foi feita uma apresentação das actuais dificuldades”.

“Foi dito que, dada a redução de actividade, o Santuário está receptivo a propostas para a realização de acordos de revogação de contrato, garantindo que aqueles que estejam mais próximos da idade de reforma possam manter o seu actual rendimento até essa data”, explica.

“Manifestou-se ainda disponível para concessão de licenças sem vencimento, nos casos em que isso interessasse a algum trabalhador. Estas possibilidades foram apresentadas para os casos em que alguém o solicite de forma voluntária”, acrescenta a nota.

O comunicado garante que “serão feitos todos os esforços para encontrar soluções que não impliquem despedimentos”.

“Qualquer decisão em relação a medidas futuras será devidamente ponderada, tendo em conta os desenvolvimentos da situação económica do Santuário e a adesão dos trabalhadores às possibilidades apresentadas”, frisa.

O Santuário realça que “tal como a generalidade das instituições e empresas, também o Santuário de Fátima foi fortemente afectado pelas consequências económico-financeiras da pandemia”.

A nota revela que “entre Março e Julho os grupos inscritos tiveram uma diminuição superior a 99%” e “as ofertas sofreram uma quebra superior a 77%”.

“Não obstante as evidentes dificuldades de gestão, comuns a toda a sociedade, o Santuário assegurou os postos de trabalho dos seus trabalhadores, pagando integralmente os vencimentos de todos”, aponta ainda.

Leia também...

38ª edição do Festival Nacional de Gastronomia inaugurada com “expectativas elevadas”

Foi inaugurada na tarde desta sexta-feira, dia 26 de Outubro, a 38ª edição do Festival Nacional de Gastronomia, que decorre em Santarém entre hoje…

Santarém aprova a moção “Pela Liberdade de acesso aos Espetáculos de Cultura Popular Portuguesa”

O Município de Santarém aprovou, no dia 23 de Novembro, por unanimidade, a moção “Pela Liberdade de acesso aos Espetáculos de Cultura Popular Portuguesa”.…

Militar de Santarém reconhecido publicamente pelo Exército dos Estados Unidos da América

O militar escalabitano Nuno Martins, integrado no 4º Destacamento de Apoio Nacional na “Resolute Support Mission”, no Afeganistão, foi reconhecido publicamente pelo Contingente dos Estados…

Maria do Céu Albuquerque assume cargo no governo

Maria do Céu Albuquerque, até agora Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, vai assumir o cargo de Secretaria de Estado do Desenvolvimento Regional. O…