A situação social do país e das instituições de solidariedade social da Igreja vai ser discutida na Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, que hoje começa em Fátima.

Os bispos católicos portugueses vão analisar o atual estado social, continuando a preocupação que tem manifestado nos últimos meses, tendo em conta a crescente procura do apoio das instituições de solidariedade social por parte das camadas mais desfavorecidas da sociedade.

Em outubro, o presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (CEPSMH), José Traquina, bispo de Santarém, afirmou, citado pela agência Ecclesia, que a Igreja quer “fazer parte da solução” no combate à pobreza, em Portugal, mas advertiu que as instituições de apoio social têm vindo a ficar “economicamente mais fragilizadas”, nas últimas décadas, com saldos negativos, exigindo “diálogo e sentido de responsabilidade” para ultrapassar as dificuldades.

Além deste tema, a agenda de trabalhos da Assembleia Plenária do episcopado fará também um ponto de situação sobre a proteção de menores e adultos vulneráveis, sendo expectável uma resposta à carta aberta que a Associação de Vítimas de Abuso na Igreja em Portugal Coração Silenciado divulgou na semana passada e na qual manifestou “tristeza, desagrado e indignação” pela forma como os bispos têm “lidado com o tema dos abusos sexuais”.

O rescaldo da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, que decorreu em Lisboa em agosto, e a análise do relatório síntese da Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que decorreu em Roma entre 04 e 29 de outubro, estarão também em destaque nos trabalhos da reunião plenária dos bispos portugueses, que decorrerão até quinta-feira.

Os trabalhos serão abertos hoje à tarde com uma intervenção do presidente da CEP, o bispo de Leiria-Fátima, José Ornelas.

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