Um popular tenta salvar o que pode num aviário destruido no Casalinho, Ourém, 2 de fevereiro de 2026. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, dia 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. MIGUEL A. LOPES/LUSA

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Pensões (ASF) admitiu hoje que é difícil dar uma resposta “tão imediata” aos quase 200 mil sinistros causados pelo mau tempo, escusando-se a avançar números sobre o que já foi pago.

“Tendo em conta as características e a intensidade destes fenómenos, é difícil dar uma resposta tão imediata, nós estamos a falar de quase 200 mil sinistros, e, portanto, é difícil dar uma resposta do agrado de toda a gente”, destacou o diretor do Departamento de Supervisão Comportamental da ASF, Eduardo Pereira.

À saída de uma reunião com o Presidente da República, António José Seguro, que decorreu em Tomar, ao terceiro dia da Presidência aberta, Eduardo Pereira explicou que há “sempre casos pontuais” para analisar mais uma vez, para que a resposta “seja adequada e vá ao encontro da proteção do consumidor”.

“Nós temos ao nível da peritagem, daquilo que é a avaliação dos danos, quase 97% dos produtos finitos já estão peritados”, informou.

Aos jornalistas explicou que em alguns casos a regulação pode ser “um pouco mais lenta”, por causa da “disponibilidade de fornecedor, de material, a disponibilidade de relatórios finais” e quando há bancos envolvidos.

“Há um conjunto também de dificuldade de peritagem de instalações industriais mais complexas”, acrescentou.

De acordo com o responsável da ASF, “o mercado está a fazer tudo aquilo que pode fazer, tendo em conta as características deste evento”.

“E nós estamos a acompanhar de muito perto precisamente para garantir que a proteção do consumidor continua a ser uma prioridade, também com a garantia que existe de disponibilidade financeira para fazer face aos compromissos e aos custos”, afirmou.

Sobe a reunião com António José Seguro, revelou que “o senhor Presidente da República quis saber, de forma que a ASF estava a acompanhar” este processo.

“Para ter também a perceção daquilo que era a nossa visão, da forma como o mercado está a funcionar também e discutir eventuais soluções do futuro”, concluiu.

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