O rio Tejo galgou as margens em Santarém. A subida acentuada do nível hidrométrico originou cheias, com inundação do leito de cheia e de várias zonas ribeirinhas adjacentes à cidade. As autoridades mantêm a monitorização permanente dos caudais e das áreas inundáveis, no âmbito dos procedimentos de gestão do risco de cheias.
Neste contexto, está a ser partilhado pela população um aviso, dando conta de que a Protecção Civil solicita a remoção das viaturas estacionadas no parque adjacente à Estação Ferroviária de Santarém. De acordo com a previsão hidrológica, o parque poderá ficar submerso nas próximas horas, sendo pedida a colaboração da população na divulgação da informação e no contacto com os proprietários das viaturas, com o objectivo de minimizar danos materiais associados às cheias.
A situação insere-se no quadro meteorológico adverso provocado pela passagem da depressão Kristin, um sistema de baixa pressão intenso que atingiu Portugal continental nos últimos dias, trazendo chuva persistente, precipitação acumulada significativa e ventos fortes. O fenómeno corresponde tecnicamente a uma depressão extratropical, associada a processos de intensificação rápida da instabilidade atmosférica, que têm provocado impactos relevantes em vários pontos do território nacional.
A combinação de precipitação prolongada, solos saturados e caudais já elevados na bacia hidrográfica do Tejo contribuiu para a subida rápida dos níveis de água, potenciando fenómenos de cheia nas zonas ribeirinhas de Santarém e noutros concelhos da região. As autoridades mantêm a vigilância activa da evolução hidrológica, recomendando prudência, limitação de deslocações em zonas inundáveis e cumprimento das indicações da Protecção Civil.
