“Tourism Speed Up” apresentou dois programas de aceleração na área do Turismo

Decorreu na passada sexta-feira, dia 27, a iniciativa “Tourism Speed Up” no jardim dos plátanos, pelas 16h30, no Parque Tecnológico do Vale do Tejo.

“Tourism Speed Up” contou com a presença dos oradores Isabel Marto da incubadora D. Dinis, André Faria da Fabrica de Startups, Luís Mota Figueira e João Pinto Coelho do L-Tour e Gonçalo Gomes, do Turismo do Centro. Uma iniciativa que reuniu todas as condições para uma conversa esclarecedora sobre todos os aspectos a ter em conta quando se tem uma ideia de negócio, na área do turismo.

“Quando estamos a pensar num projecto temos que ter consciência das dificuldades”, salientou Pedro Saraiva, director executivo do TAGUSVALLEY, expondo a importância desta iniciativa.

Luís Filipe Dias, vereador da Câmara Municipal de Abrantes, com o pelouro da Cultura, Museus, Património e Turismo referiu “estarem reunidas as condições para estes aceleradores conseguirem dinamizar o turismo em todas as dimensões”.

“É importante conseguirmos levar a mensagem do que se esta a passar aqui hoje”, rematou o vereador.

A iniciativa dividiu-se em quatro momentos, uma primeira parte direccionada à apresentação dos Programas N E W T O N, Newt Tourism Opportunities Network, por Isabel Marto da incubadora D. Dinis e do Tourism Explorers por André Faria da Fabrica de Startups.

NEWTON – New Tourism Opportunities & Network é um programa de aceleração promovido pela RIERC – Rede de Incubadoras de Empresas da Região Centro e apoiado pelo Turismo de Portugal, concebido para apoiar projectos de empreendedorismo na área do Turismo.

TOURISM EXPLORERS é um programa nacional de ideação e aceleração, que tem como principal objetivo potenciar o desenvolvimento da inovação e do empreendedorismo em Portugal, através do apoio à criação de novas empresas com produtos e serviços inovadores focados no sector do turismo.

Isabel Marto após breve apresentação do programa N E W T O N, referiu que o principal desafio é “procurar pontos inovadores, para tornar um projecto mais forte e inovador.”

“O N E W T O N é um programa de formação com workshops para que os empreendedores sejam acompanhados e ensinados”, explicando que é preciso haver projectos para haver investidores.

“Os investidores procuram projectos que sejam viáveis e estes programas permitem decidir se vale ou não a pena validar a ideia de negócio”, aludiu.

“É importante porque permite dar forma à ideia”, referiu incentivando à inscrição até dia 15 de Setembro em www.rierc.pt/news/5.

“Há ou não espaço para o nosso negócio no mercado?” Questionou André Faria da Fabrica de Startups, após apresentação do programa TOURISM EXPLORERS.

“Sem clientes é que não há”, afirmou incentivando a inscreverem-se no programa “uma boa ideia, pode deixar de ser uma boa ideia para ser um óptimo projecto e no Tourism Explorers nós ajudamos a fazer essa transacção”.

Existem duas fases a ideação e a aceleração. Na ideação vão identificar um segmento de mercado e caracterizá-lo. Vão encontrar os principais desafios que estes enfrentam, identificar problemas e definir novas soluções, estimando o seu valor, e por fim, vão desenvolver o seu modelo de negócio. A fase de aceleração, composta por seis bootcamps, foca-se no desenvolvimento, teste e validação dos modelos de negócio. Para participarem basta fazer a candidatura em: www.tourismexplorers.pt.

Um segundo momento foi conduzido pelo professor coordenador Luís Mota Figueira do L-Tour, Laboratório de Turismo do Instituto Politécnico de Tomar.

Luís Mota Figueira apontou a cumplicidade como sendo fundamental. “A cumplicidade, qualidade, criatividade, conhecimento e experiencia são importantíssimos”.

Ligar a força de fazer algo novo com experiencia dá para fazer coisas novas e diferentes explicou o Professor salientando a importância de ter “noção da realidade”.

Gonçalo Gomes, do Turismo do Centro, foi responsável por mencionar as principais Tendências de Mercado na área do Turismo, começou por lançar alguns desafios aos presentes relativos à legislação portuguesa na área do turismo.

Entre dúvidas e alguns exemplos concretos o diálogo entre os oradores e o público estava estabelecido e foram muitas as questões levantadas em volta de alguns entraves na legislação e desafios existentes na concepção de um projecto novo.

Gonçalo Gomes esclareceu os presentes sobre alguns entraves, que surgem desde que se tem uma ideia de negócio até a sua implementação e referiu alguns sistemas de incentivo específico.

“Existem sempre sistemas de incentivo disponíveis e nós estamos sempre disponíveis todos os dias para ajudar e apoiar quem procura mais informação e quer avançar com alguma ideia de negocio”, explicou.

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