Os trabalhadores da Rodoviária do Tejo, Lis e Oeste admitem parar durante duas semanas entre as 00:00 e as 09:00 caso a greve de dois dias hoje iniciada não leve a empresa a subir a proposta de actualização salarial.

Manuel Castelão, delegado do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), disse à Lusa que a paralisação de dois dias iniciada hoje conta com uma adesão de 80%, ligeiramente abaixo da realizada há um mês, estando encerrados os centros de Abrantes, Ourém, Cartaxo, Bombarral e Leiria.

Contudo, dados avançados pela empresa à Lusa apontam para uma adesão total à greve de 27% dos efectivos ao serviço.

Segundo Manuel Castelão, nos plenários realizados no fim de semana nos vários centros da empresa, nos distritos de Santarém e de Leiria, após a ausência de acordo com a administração da empresa na reunião realizada na passada quinta-feira, foi decidido que, na ausência de uma nova proposta, os trabalhadores vão avançar, “a seguir ao Carnaval”, com nova paralisação de duas semanas entre as 00:00 e as 09:00.

“Houve a indicação expressa de que se a empresa continuar com o braço de ferro, esta paralisação poderá continuar por tempo indeterminado”, disse.

Manuel Castelão afirmou que o STRUP está hoje a entregar em todas as câmaras municipais dos concelhos serviços pela Rodoviária do Tejo, Lis e Oeste uma resolução aprovada nos plenários, pedindo aos municípios para que se assumam como mediadores.

O sindicalista afirmou que o facto de, na semana passada, mais duas empresas do sector terem aumentado o salário base dos motoristas para os 690 euros, acima dos 685 reivindicados pelo sindicato contra os 650 da última proposta da empresa, tornou “ainda mais urgente a luta destes trabalhadores”.

Manuel Castelão afirmou que também o facto de a empresa ter vindo afirmar, na sexta-feira, que, “atualmente, em média (14 meses), estes motoristas auferem já uma remuneração bruta mensal superior a 1.380 euros”, gerou um sentimento de “grande revolta”, com muitos motoristas a exibirem recibos de “700, 800 euros já com horas extraordinárias”.

A empresa reafirmou hoje que, “ao propor-se atualizar o salário base em 4,63%, fez o esforço máximo comportável sem colocar em causa a sua sustentabilidade” e que “o aumento superior a 10% reivindicado pelo sindicato implicaria um acréscimo de custos incomportável”.

Numa resposta à Lusa, a administração diz manter “a expectativa de que os trabalhadores irão ter a consciência que este tipo de ações somente irá prejudicar” os clientes e “destruir valor nas empresas, pondo em risco todos os postos de trabalho que as mesmas asseguram”.

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