Foto: ULS Lezíria

A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) apresentou aos seus profissionais, no dia 20 de Outubro, o Plano de Projetos Financiados e Investimentos 2025-2030, prevendo um investimento global de cerca de 18,5 milhões de euros “para modernizar o Hospital de Santarém e os Cuidados de Saúde Primários (CSP)”, divulgou a Unidade Local de Saúde, hoje, em comunicado.

O presente investimento conta com o apoio financeiro do Portugal2030, através do cofinanciamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do programa Alentejo2030.

Segundo Marta Bacelar, diretora do Serviço de Gestão de Projetos, Investimentos e Parcerias, trata-se de “um período excecional de financiamento que permitirá concretizar projetos estruturantes para o futuro da ULS Lezíria”.

De acordo com a nota de imprensa, o investimento no Hospital de Santarém, de cerca de 16 milhões de euros, contempla:

  •  Novas unidades e remodelações: criação da Unidade de Ambulatório de Psiquiatria e Saúde Mental; remodelação do internamento de Psiquiatria e de quatro Serviços (Ginecologia e Obstetrícia, Cirurgia, Ortopedia e Medicina); criação da Unidade de Cuidados Intermédios de Medicina Interna (financiadas pelo PRR). Substituição integral da rede de água, do Quadro Geral de Baixa Tensão (QGBT) e construção de uma base para a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) (financiados pelo Alentejo2030);
  • Modernização tecnológica: aquisição de equipamentos de diagnóstico e tratamento de última geração, proporcionando maior conforto aos doentes — mamógrafo, equipamento de Tomografia Computorizada (TC), ecógrafos, camas elétricas, macas hidráulicas, marquesa cirúrgica universal, ventiladores, monitores, centrais de anestesia, microscópios cirúrgicos e dispensadores automáticos de medicamentos com acesso controlado (financiados pelo PRR e Alentejo2030);
  • Sustentabilidade: viaturas 100% elétricas (financiadas pelo PRR e pela Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mental);
  • Inovação digital e eficiência: implementação de soluções informáticas para vigilância epidemiológica; registo clínico digital em Ginecologia/Obstetrícia; gestão de instrumental e rastreabilidade de dispositivos médicos (financiadas pelo Alentejo2030). Aquisição de computadores portáteis e harmonização de dados de Oncologia e Obesidade numa base de dados estruturada a nível europeu (financiadas pelo PRR).

Já nos Cuidados de Saúde Primários (CSP), o investimento financiado, no valor de cerca de 2,5 milhões de euros, permitirá: A criação de dois Centros de Diagnóstico Integrado e um Gabinete de Movimento e Reabilitação; seis Gabinetes de Medicina Dentária e renovação de mais dois; a  aquisição de uma unidade móvel para rastreios e viaturas para as Equipas de Cuidados Comunitários Integrados (ECCI); a aquisição de equipamentos e mobiliário para os novos centros de saúde, ECCI, equipamentos de diagnóstico, podologia, rede de frio e de emergência, kits de psicologia e reforço de equipamentos/instrumentos para todos os Gabinetes de Medicina Dentária existentes.

Paralelamente, a ULS Lezíria prevê ainda um financiamento pelo PRR, de cerca de 13,5 milhões de euros, atribuído aos municípios para intervenções e criação de novas infraestruturas dos CSP, “uma vez que os edifícios são atualmente propriedade municipal”, explica.

Para além dos projetos financiados pelo PRR e pelo Alentejo2030, a ULS Lezíria tem previstos, até 2030, investimentos estratégicos no valor global de cerca de 63 milhões de euros, entre os quais: A construção de novo edifício hospitalar para Cirurgia de Ambulatório, Cuidados Intensivos, Esterilização e áreas de apoio; a conclusão da remodelação das enfermarias;  a requalificação e ampliação de serviços como Patologia Clínica, Urgência Geral e Pediátrica, Farmácia, Cozinha Hospitalar e vestiários; a melhoria da eficiência energética, com climatização das enfermarias, instalação fotovoltaica e construção de uma ETAR e  a modernização de outros equipamentos clínicos e informáticos.

Para o presidente do Conselho de Administração, Pedro Marques, “este é um processo exigente, que envolve muitos profissionais e um grande esforço coletivo”, sendo que as obras e modernizações “serão um desafio num hospital em funcionamento, mas permitirão criar espaços mais qualificados e dotar a ULS Lezíria das condições necessárias para responder melhor às necessidades da população”, assegura.

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