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 A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo apelou à procura de soluções para que se mantenham abertos os serviços de urgência da região, pedindo “esforços a todos” na garantia dos cuidados de emergência.

“Apelámos para que se continuem a encontrar soluções, que se continuem a desenvolver ações diárias para contratar profissionais, para que haja complementaridade de trabalhadores e, assim, se mantenham abertas as urgências”, revelou Manuel José Soares.

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio esteve hoje reunida com o conselho de administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), tendo deixado o pedido para que continuem a ser feitos esforços para manter de portas abertas os “serviços de emergência e proximidade vitais para os cidadãos desta região”.

Em declarações à agência Lusa, o representante dos utentes da Saúde do Médio Tejo disse estar consciente das dificuldades que vêm sendo sentidas, devido à falta de médicos, para se manterem abertos os serviços da urgência pediátrica de Torres Novas, da maternidade de Abrantes, bem como as urgências básicas de Tomar e Torres Novas.

“Sabemos que se está a trabalhar no fio da navalha e que a falta de um médico pode comprometer a abertura ou não dessas urgências. Continuamos a pedir o esforço de todos”, acrescentou, destacando a admiração que nutre pelos médicos do serviço de urgência que “estão a fazer tudo para garantir que os cuidados de emergência chegam aos cidadãos da região”.

“Mas, sabemos das dificuldades que existem e da possibilidade de, ocasionalmente, haver encerramentos por períodos. A urgência básica de Tomar já esteve encerrada pelo menos uma noite e a de Torres Novas três e provavelmente terá mais uma”, informou.

A reunião de hoje serviu também para os utentes de saúde do Médio Tejo transmitirem ao conselho de administração do CHMT “estranheza” pelo facto de “o processo relativo à Unidade Local de Saúde do Médio Tejo não estar a evoluir”.

“A única informação nesta matéria é de que há uma dotação na proposta do Orçamento do Estado”, disse.

Em cima da mesa esteve ainda a questão das obras da Urgência de Abrantes, “um processo que já era para estar em desenvolvimento, mas atrasou”.

“O processo está ainda em fase de preparação administrativa. Por isso, sofrem os profissionais e os utentes, pois as condições logísticas da urgência médico-cirúrgica do CHMT, que funciona em Abrantes, não estão de momento a funcionar em condições”, explicou.

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