Foto de arquivo
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A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) reclamou, a 26 de Junho, pelo “funcionamento integral” no verão da urgência pediátrica da Unidade Hospitalar de Torres Novas do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), exigindo soluções.

“Como medida imediata, pedimos um esforço da parte do conselho de administração do CHMT para encontrar uma solução para reverter a intermitência da Urgência Pediátrica CHMT/Torres Novas”, reclamou hoje em Abrantes (Santarém) Manuel José Soares, porta-voz da CUSMT, após um périplo pelas três unidades hospitalares do CHMT.

A urgência pediátrica da Unidade Hospitalar de Torres Novas do CHMT vai encerrar quinzenalmente, aos fins de semana, nos meses de julho, agosto e setembro.

Em comunicado, a instituição justificou o encerramento com o “período de férias” dos profissionais de saúde e a “escassez de pediatras para completar as escalas” no serviço.

“É com alguma perplexidade, e depois de sabermos que a maternidade iria continuar a funcionar todos os dias, numa conquista das populações e dos autarcas, que recebemos uma notícia à qual dissemos logo que não percebíamos e não concordávamos”, disse à Lusa Manuel José Soares, manifestando “muita tristeza” e “alguma apreensão” pela situação.

Segundo o responsável, a Urgência Pediátrica “tem 40 a 50 episódios por dia e as crianças podem ter de ser todas encaminhadas para outros hospitais, o que gera alguma apreensão e algum receio”, devido à distância e à necessidade de acautelar o acompanhamento familiar.  

“O CHMT, em comunicado, deu algumas explicações, que aceitamos, e que vamos ver se são cumpridas, a primeira das quais continuar a desenvolver esforços no sentido de reverter a situação, com a contratação de mais um ou dois médicos”, sublinhou.

A Comissão de Utentes da Saúde lembrou ainda os “avanços e recuos do Serviço Nacional de Saúde [SNS] no Médio Tejo”, as “promessas não cumpridas”, reclamando mais investimento em equipamentos e recursos humanos.

“A criação da Unidade Local de Saúde [ULS] do Médio Tejo tem que proporcionar aos utentes do Médio Tejo uma melhoria significativa no acesso aos cuidados de saúde”, defendeu a CUSMT, considerando que a tutela deve “organizar” os cuidados hospitalares para que “a grande maioria dos doentes possa ser tratada sem ter necessidade de sair da ULS”.

Constituído pelas unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, separadas geograficamente entre si por cerca de 30 quilómetros, o CHMT funciona em regime de complementaridade de valências, abrangendo uma população na ordem dos 266 mil habitantes de 11 concelhos do Médio Tejo, a par da Golegã, da Lezíria do Tejo, também do distrito de Santarém, Vila de Rei, de Castelo Branco, e ainda dos municípios de Gavião e Ponte de Sor, ambos de Portalegre.

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