Vila Nova da Barquinha recebeu cerca de 200 escuteiros, que se reuniram no dia 22 de fevereiro, para participar em distintas atividades: a formação do Escutismo: Movimento Seguro para o 12.º PIF, a formação de Sustentabilidade, a formação da Proteção Civil, a Apresentação dos Relatórios do Estágio do 11.ºPIF, a Reunião de Chefes de Agrupamento e o Encontro Regional de Guias.
O Encontro Regional de Guias (ERGUI) trouxe para cima da mesa o tema da Saúde Mental, discutido por todas as secções. Para os mais novos, a explicação da temática foi feita através do “Jogo da Confiança” e das personagens Alegria, Raiva e Repulsa do filme Divertida-mente.
Os 19 Lobitos presentes foram convidados a partilhar com qual das personagens se identificavam mais, porquê e quando, a identificar as diferentes emoções e a aprender como lidar com os “sherkans” – as emoções negativas. No fim do dia, as guias eleitas foram as Lobitas Marta Bôto (44 – Tomar) e Eduarda Ferreira (1213 – São João da Ribeira). Francisca Dias (403 – Rio Maior) foi eleita suplente.
A II secção motivou os Exploradores a encenar situações em que sentimentos como a raiva, a ansiedade, a repulsa, a vergonha e o medo estavam presentes.
“Foi interessante ver como se identificavam com muitas delas, mesmo fora das atividades escutistas”, observou a chefe responsável pela Base Regional, Rita Gomes.
Munidas com esta aprendizagem, as guias eleitas foram Mariana Trindade (404 – Almeirim) e Sofia Azevedo (1139 – Golegã). Caso não possam estar presentes no Encontro Nacional de Guias, serão as mesmas serão representadas pelas Exploradoras Mariana Oliveira (1040 – Vale Figueira) e Joana Coelho (1272 – Lapas).
No Abrigo Regional, o “bicho papão” da Saúde Mental transformou-se num jogo de tabuleiro – designado “Jogo do Equilíbrio”. Inspirado no tradicional “Jogo da Glória”, a dinâmica teve como principal objetivo proporcionar bases sólidas de reflexão aos 16 Pioneiros presentes.
O jogo foi complementado com um debate em grupo, no fim do qual foram eleitas as Pioneiras Daniela Lopes (1139 – Golegã) e Beatriz Ribeiro (542 – Entroncamento) como representantes para o Encontro Nacional de Guias e a Pioneira Maria João Pita (1120 – Cartaxo) como suplente. De acordo com a chefe Cátia Pena, responsável pelo Abrigo Regional, a avaliação dos guias foi “muito positiva”.
Por fim, na IV secção, os 14 guias presentes foram desafiados a trabalhar o tema a partir de 3 dimensões distintas: a falha, a resiliência e a ação.
Na primeira dimensão, as falhas pessoais transformaram-se em obras de arte. Os Caminheiros construíram um “museu da falha” – a partir dos materiais disponíveis, refletiram e converteram situações e acontecimentos considerados falhados numa exposição. Seguiu-se a dimensão da resiliência, posta à prova através de um percurso de obstáculos, cujas instruções só seriam fornecidas caso o Caminheiro (de olhos vendados) pedisse ativamente ajuda ao grupo. Para trabalhar a última dimensão, os guias fizeram um conjunto de regras básicas com vista a tornar os respetivos clãs num espaço seguro.
Como representantes, foram eleitas Rita Moita (65 – Torres Novas) e Filipa Carvalho (68 – Salvaterra de Magos), e como suplente, Matilde Duarte (1120 – Cartaxo).
“Estes reencontros são importantes, porque os agrupamentos vêm e vêm todos juntos, daí a ideia de reunirmos o máximo de reuniões e encontros no mesmo dia. É um encontro acima de tudo de formação, de debate e reflexão por parte dos guias, o que é o CNE na perspetiva deles, e que futuro é que eles almejam para a associação a que pertencem”, apontou Rita Gomes.
O encontro na escola D. Maria II contou também com a participação de 135 formandos, entre as formações de Sustentabilidade, Proteção Civil, Escutismo: Movimento Seguro. Foram ainda apresentados os relatórios de estágio do 11º PIF, um momento emocionante para os candidatos a dirigente, que marca a certificação de estarem prontos para fazer a promessa.
“Temos registado cada vez uma maior adesão a este tipo de formação. É uma forma de os dirigentes após a promessa se manterem atualizados e terem o máximo de ferramentas possíveis para conduzirem o escutismo da melhor forma nos agrupamentos e com os jovens de hoje”, revelou o chefe David Francisco, Secretário Regional para o Desenvolvimento Pessoal Escutista.

