Em 1995 foi atribuído a Joaquim Veríssimo Serrão «ex-aequo» com o historiador espanhol, o Padre Miguel Battlori o Prémio Príncipe das Astúrias, na alínea de Ciências Sociais.

No Expresso de 25 de Outubro de 2003, o jornalista José Pedro Castanheira, referiu que o ex-presidente, Mário Soares teria sido o único português, até então, agraciado com esse prémio, a propósito de nesse mesmo ano ter sido atribuído a Lula da Silva.

Perante esse facto escrevi uma carta ao Director do Expresso, solicitando a rectificação da notícia, a qual foi publicada na semana seguinte com o texto que junto, em anexo:

Amavelmente o jornalista, José Pedro Castanheira enviou-me uma carta em que justificava a omissão, pelo facto de lhe ter sido remetida uma listagem de todos os premiados (desde a criação dos prémios, em 1981) em que aparecia o nome de meu Avô, Joaquim Veríssimo identificado «à espanhola», sem o apelido paterno. Referiu, ainda, este lapso como absolutamente involuntário.

É difícil para mim descrever meu querido Avô dado que, para além dos indiscutíveis sucessos como historiador, tem sido uma das pessoas mais importantes na minha vida: Quer pela sua capacidade de discurso fácil, quer pelas histórias que me contava, quer também pelo seu sentido de humor apurado, sempre atento ao percursos e opções dos netos, sempre preocupado com os estudos e o nosso bem-estar. Gostava muito de o ouvir discursar, declamar poesia, e até dedilhar a viola. Desde o agravamento do seu estado de saúde há mais de cinco anos, sinto a falta dos seus conselhos nas longas conversas que me proporcionavam muito boa disposição.

O Avô Quim, chega a esta idade, com uma vida preenchida, com uma obra polémica mas gigantesca, e sobretudo com uma honestidade e seriedade indiscutíveis, de que muito me orgulho.

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