“A missão do ISLA conjuga ensino e investigação com os olhos postos no futuro e num mundo em constante mudança”

Em 1984 tiveram início, no ISLA de Santarém, os dois primeiros cursos, iniciando-se um percurso que, ao longo destes 35 anos, que se comemoram amanhã, pelas 10h00, no Convento de São Francisco, em Santarém, contou com o empenho e a dedicação de muita gente – administradores, professores, funcionários, parceiros institucionais, e sobretudo, dos estudantes que desde a primeira hora acreditaram no ISLA. Desde o início, o ISLA – Santarém orientou a sua actuação pelo objectivo de dar resposta às carências de formação e qualificação do país e da região onde se insere. O resultado desta política tem a sua expressão nos mais de 12 mil certificados e diplomas emitidos.

Actualmente, a oferta formativa do ISLA inclui sete cursos técnicos superiores profissionais, seis cursos de licenciaturas, dois cursos de mestrado, doze cursos de pós-graduação e quatro cursos de MBA.

Domingos Martinho – Administrador

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Como é que o ISLA de Santarém se posiciona em termos de projecto educativo e oferta formativa?O ISLA – Instituto Superior de Gestão e Administração de Santarém posiciona-se como um projecto educativo orientado para a região. Em 2013, foi definido o projecto que continuamos a implementar, com sucesso, que passou, por diversificar a oferta formativa, relevante e atractiva, e que fosse ao encontro das necessidades das pessoas da região. Por outro lado, hoje, nas Instituições de Ensino Superior, não basta desenvolver um projecto de ensino, é necessário fazer também investigação e ter uma perspectiva sólida de internacionalização. Nesse sentido, há que pensar, a montante, que os estudantes, os professores – a instituição no seu todo – têm que projectar a sua actuação numa lógica de internacionalização. É necessário, também uma cada vez maior interacção com a sociedade sem esquecer que tudo isto tem de ser feito baseado na qualidade, em relação a todas as variáveis de actuação de uma instituição de ensino superior. É esse precisamente o caminho que estamos a fazer, desde que assumimos a direcção do Instituto, em 2013. Nesse ano, redefinimos o nosso projecto educativo, científico e cultural, orientando a nossa acção para o desenvolvimento de formação superior e não superior especializada, diferenciadora da oferta existente na região, que esteja em linha com a nossa vocação e que dê resposta às necessidades das pessoas e das empresas. Julgamos que, no distrito, existe espaço para um projecto educativo científico e cultural diferenciado, que contemple a oferta de novos cursos de licenciatura desde que os mesmos correspondam às necessidades da região. Não estamos interessados, nem achamos que seja vantajoso, do ponto de vista regional, estar a duplicar oferta e a replicar aquilo que é feito nas instituições públicas. Neste momento, leccionamos seis licenciaturas e dois mestrados, estamos a desenvolver vários projectos a nível europeu e, no âmbito da internacionalização, temos, pela primeira vez, na história do ISLA, no ano lectivo que está em curso, sete estudantes oriundos da Lituânia e da Polónia, a frequentarem o ISLA, através do programa ERASMUS+. Do mesmo modo, em 2018, também pela primeira vez tivemos estudantes a sair para a Grécia e a Lituânia ao abrigo do mesmo programa. Estamos também a desenvolver programas mobilidade, para docentes, porque acreditamos que é importante que saiam da sua zona de conforto. Isto porque o nosso foco, a nossa missão, é gerar condições para um ensino superior de excelência, numa escola de excelência: para isso, obviamente, é necessário professores de excelência e o ISLA, neste momento, tem o melhor corpo docente de sempre, demonstrando que tem sido capaz de evoluir, cativar e ir ao encontro das necessidades que esses profissionais manifestam. Devo realçar que no mais recente relatório de avaliação o aspecto que foi mais referenciado como positivo pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (conhecida como A3ES), foi, de facto, a qualidade do corpo docente. Portanto, é este o projecto que estamos a desenvolver e pensamos que estamos no caminho certo. E isso é também reconhecido, cada vez mais, pelos nossos estudantes: cerca de 80% dos estudantes são oriundos da região, mas, paulatinamente, vamos atraindo pessoas de fora. Acabamos por ter agora estudantes um pouco de todo o país, incluindo regiões autónomas, e também de alguns países de língua oficial portuguesa nomeadamente Brasil, Angola e Guiné. Acresce que o ISLA tem uma componente muito forte também na área da formação profissional. Nós não somos só ensino superior. Temos igualmente a componente da formação para empresas e são muitas as parcerias que temos consolidadas. A missão do ISLA conjuga ensino e investigação com os olhos postos no futuro e num mundo em constante mudança.

Qual é a realidade actual do ISLA?Substancia-se, fundamentalmente, numa perspectiva de qualidade; de oferecer uma escola na qual a região se reveja. Penso que, actualmente, e fruto da estratégia que está a ser implementada faz com que as pessoas acreditem cada vez no ISLA. Quem nos procura tem a plena consciência que somos uma boa opção para continuar ou iniciar estudos e isso tem-se reflectido no aumento do número de estudantes. Um dado relevante: neste ano lectivo duplicámos o número de estudantes que frequentam os vários cursos e formações que ministramos. Para nós, este é um indicador muito objectivo que nos diz que as pessoas acreditam no projecto ISLA; acreditam naquilo que oferece, reconhecem que a oferta é de qualidade e faz sentido. Portugal possui, actualmente, cerca de duas vezes e meia mais oferta de cursos que procura. Portanto só com uma aposta consistente na qualidade é que as instituições se conseguem afirmar. Por outro lado, os dados da demografia apontam, nos próximos 10 anos, para o decréscimo, em cerca de 20 por cento, do número de estudantes que irão frequentar o ensino superior. Nesta lógica, provavelmente, algumas instituições, se não tiverem presente a lógica da qualidade e da oferta atractiva, terão de sofrer ajustes. Actualmente, só cerca de 45 por cento dos estudantes do 12º ano é que optam por continuar com os estudos. Isto quer dizer que o sistema, entre o secundário e o superior, perde 55 por cento dos estudantes. Esta é uma realidade que, a meu ver, terá de ser invertida e pensada a todos os níveis. É necessário desenvolver uma campanha nacional de informação e valorização do ensino superior. É importante passar a mensagem que fazer uma formação superior compensa em termos de futuro. Alguém que conclui o ensino superior terá um percurso mais rico em termos de vida profissional e a possibilidade de ter um vencimento, em média, três vezes superior a quem se fique pelo ensino secundário.

Quais são os grandes desafios que o ISLA enfrenta?Eu diria que, neste momento, o desafio passa por consolidar a oferta formativa, mantendo e alargando a capacidade de atrair estudantes. Em 2013, quisemos marcar uma posição: dizer à região que a Escola estava cá e para ficar. Ultrapassada essa fase, que decorreu da crise em que o País mergulhou, e que se fez sentir profundamente no ensino, a etapa seguinte passa pelo alargamento da oferta em pontos específicos permitindo-nos chegar a outros públicos. Por outro lado, queremos continuar a inovar, oferecendo cursos diferenciadores. Não estamos interessados, nem achamos que seja vantajoso do ponto de vista regional, estar a duplicar oferta e a replicar aquilo que é feito nas instituições públicas. Temos, também que alargar horizontes e abraçar o desafio da internacionalização e da investigação: dois pilares fundamentais e que cada vez mais farão a diferença nas instituições de ensino superior.

O que representa, em termos qualitativos, o novo edifício do ISLA?Representa, desde logo, algo que de outra maneira era impossível, ou seja, continuar a crescer. Portanto, o novo edifício foi e é, para nós, uma necessidade. Em Setembro último, tomamos uma opção muito clara que foi a de seguir um caminho de crescimento. Para isso, precisávamos de cativar mais estudantes e, ao mesmo tempo, de lhes dar condições de trabalho. Fizemos uma avaliação rigorosa e optámos por criar um polo do instituto no primeiro andar do Edifício dos CTT, criando aí 10 salas de aula, um auditório, laboratórios, salas de estudo, auditório e bar. Foi um investimento grande da nossa parte, mas um esforço que compensou, na medida em que passámos de uma média de 350 estudantes para 700, contando com cursos técnicos superiores profissionais (TeSP), licenciaturas, mestrados, pós-graduações e MBA. Convém referir que muitas das áreas em que ministramos formação são, de facto, pioneiras e inovadoras: isto fez com que conseguíssemos atrair um maior número de candidatos. Fomos dos primeiros a oferecer pós-graduações na área de marketing digital e lançámos este ano uma formação na área da nova comunicação, pioneiríssima também, com um corpo docente de luxo. Temos também a formação em Wine Marketing, muito diferenciadora, que já vai na segunda edição: portanto, temos tido uma aposta de fundo em áreas que são diferentes e diferenciadoras que acabam por agregar aqui um maior número de candidatos.

Que características-chave identifica num profissional formado no ISLA de Santarém?Um profissional formado no ISLA sai desta Escola com uma formação sólida do ponto de vista do conhecimento técnico-científico e, complementarmente, com uma capacidade de enfrentar o mercado de trabalho do ponto de vista de estar apto a desempenhar funções específicas nas organizações. A nossa formação é muito virada para a prática, e um profissional que é aqui formado vai consciente de que tem competências para singrar no mercado de trabalho. A marca ISLA é incontornável na região, desde cargos de chefia de empresas ao ensino, passando pela administração pública central e pelas autarquias.

Do ponto de vista financeiro, compensa a um estudante optar por realizar a sua formação académica no ISLA?Esse aspecto tem sido – e continuará a ser – a maior luta que o ensino superior privado tem, na perspectiva de desmistificar uma série de mitos. Tende-se a olhar para o valor da propina sem que se façam outras contas. Percebemos, cada vez mais, que o alojamento se está a constituir como um problema, além da deslocação do estudante e das propinas. Tudo isto somado sair da região para estudar, custa o dobro, ou o triplo, de uma propina no ISLA. Basta-nos olhar para o número de candidatos que temos para termos a certeza que os preços das nossas propinas são altamente competitivos. Apesar disso, entendendo nós que a melhor forma de fixar massa cinzenta na região é fazer com que não a abandonem, lançámos um programa que visa precisamente esse fim, chamado: ‘Bolsa para os que são da nossa terra’, com um valor pecuniário anual de 1500 euros, destinado a s que se candidatam ao ensino superior pelo regime geral de acesso. O ISLA Santarém atribui 30 bolsas de estudos no âmbito deste programa e são divididas proporcionalmente pelos ciclos de estudos de licenciatura em funcionamento na instituição e os candidatos têm a garantia que esta bolsa abrange o curso todo. Trata-se de um esforço financeiro grande que a instituição está a realizar, seguindo a nossa política de responsabilidade social, mas acreditamos que é desta forma que se apoia devidamente os estudantes. Com este modelo, quase que não é preciso fazer contas: o valor da propina fica igual ao do ensino público e com a opção de ter acesso a um ensino de excelência na sua zona de residência. No ISLA, ninguém deixa de estudar por falta de recursos económicos. Durante muitos anos, o ensino privado tinha o estigma da qualidade. Mas, a partir de 2008, a entrada em funcionamento da Agência de Avaliação e Acreditação (A3ES) colocou tudo em pé de igualdade: os nossos cursos passam exactamente pelos mesmos crivos, avaliações e demonstração de evidências que quaisquer outros, sejam universidades ou politécnicos do ensino público.

O ISLA está implementado numa cidade onde existe também um politécnico. A oferta das duas instituições complementa-se?O nosso projecto passa, precisamente, por corresponder às necessidades da região. Claro que não ignoramos que existe uma oferta de ensino público na região e penso que o politécnico também não ignora que existe uma oferta do ensino privado. Mas é minha convicção que as duas ofertas são complementares: não entendemos o ensino público como um adversário. Nós temos a nossa estratégia, procuramos que as nossas ofertas não colidam ou se sobreponham, porque isso seria desinteressante para os candidatos. Procuramos desenvolver o nosso projecto, repito, numa óptica de diferenciação e inovação. Tenho, inclusive, a perspectiva de que a região só sairia a ganhar se as duas instituições trabalhassem em sinergia em alguns campos.

Que novidades terá o instituto para apresentar no próximo ano lectivo?As novas instalações, para além de uma necessidade, deram, ao mesmo tempo, um sinal ao exterior, à região: no fundo, estamos a dizer que estamos com um projecto sólido e em expansão e a prepararmo-nos para os desafios do futuro. Estamos com uma grande vitalidade e, neste momento, o desafio é continuar a crescer e a alavancar a instituição com parcerias. Este é o momento de somar. Perspectivamos a abertura de cinco novos cursos TeSP, nas áreas da gestão e das tecnologias. Já este ano, retomámos uma bandeira fundamental no ISLA na área da gestão de empresas, com um mestrado na área. No ensino superior nada pode ser dado por adquirido. Temos tido estabilidade, mas sabemos que só há uma forma de manter este nível, que é continuarmos a ser exigentes com nós próprios, a apostar num corpo docente com cada vez mais qualidade e continuar a ter uma oferta atractiva e dinâmica, no sentido de ir renovando a oferta de acordo com as necessidades que nós vamos identificando no mercado no qual estamos posicionados. Por outro lado, há um ponto crucial que é atrair internacionais. Mas, neste aspecto há ainda muito por fazer em termos de processos burocráticos que precisam de ser simplificados: estudantes de países de língua oficial portuguesa estão a demorar cerca de oito meses para obter visto e isto coloca entraves às instituições.

Em termos de alojamento e residências de si, qual é o panorama na cidade? É uma das nossas preocupações, que aumenta quando verificamos que no diploma que enquadra esta temática é expressamente referido que as residências de estudantes se destinam exclusivamente aos estudantes do ensino público. Penso que isto não faz nenhum sentido. O Estado está a afectar um conjunto de recursos que provêm dos impostos de todos. A possibilidade de escolha pelo sistema de ensino está consagrado na nossa constituição, que prevê liberdade de ensinar e de aprender e isto é, claramente, mais uma vez, uma discriminação que o ensino privado vai ter de se bater para eliminar.

Filipa Martinho – Delegada do Administrador

A ligação à comunidade é importante para o ISLA?É fundamental. Relativamente a esse aspecto, temos feito uma aposta cada vez maior. Temos realizado um conjunto de eventos, os chamados ‘Meeting Point’, para os quais convidamos pessoas de renome em diversas áreas. Já tivemos connosco o escritor Pedro Chagas Freitas ou a jornalista Judite de Sousa, por exemplo. Para além disso, temos feito algumas conferências ligadas à área da gestão de recursos humanos, da gestão empresarial ou das tecnologias. A par destes eventos, decidimos lançar uma Feira de Turismo, que vai já para a sua terceira edição, e que acontece já nos próximos dias 5 e 6 de Abril. Este ano, terá a duração de dois dias e, neste momento, já temos cerca de 200 estudantes do nosso distrito, inscritos para virem visitar a feira que terá stands das mais diversas áreas, desde operadores turísticos, restauração, hotelaria, agência de viagens, ecoturismo, entre muitos outros.

Que programa está desenhado para assinalar os 35 anos do ISLA– Santarém?As comemorações do aniversário do ISLA iniciam-se oficialmente no dia 30 de Março, no convento de são Francisco onde vamos ter, para além de uma oração de sapiência do Prof. Doutor Paulo Sargento, intervenções do Professor Doutor Domingos Martinho, Director do ISLA; do Professor Doutor Manuel Damásio, Presidente do Conselho de Administração; Alberto Ferreira, Presidente da Associação de estudantes e o Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Dr. Ricardo Gonçalves. No final, antes de ser servido um Porto de Honra, serão entregues prémios e diplomas. Durante o evento serão apresentados dois momentos musicais da responsabilidade de estudantes do Conservatório de Música de Santarém. Este é um dia dedicado, não só à comunidade, mas também à nossa academia, onde serão também apresentados oficialmente os embaixadores para o novo ano lectivo.

Quais são as grandes forças do ISLA – Santarém?O ISLA-Santarém aposta num ensino personalizado, com grande proximidade entre professores e estudantes. É perfeitamente inteligível que, aqui, as componentes científicas completam-se com os conhecimentos profissionalizantes apoiados pelas centenas de protocolos com empresas e instituições permitindo aos estudantes realizarem estágios com vista à sua integração no mercado de trabalho. Todas as vertentes da actividade formativa do ISLA concorrem para o mesmo objectivo: formar pessoas, formar cidadãos e formar profissionais, capazes de enfrentar os desafios que o exercício de uma profissão coloca no quotidiano.

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