O Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes (MIAA) inaugura na sexta-feira a exposição coletiva “Espectro”, que reúne obras de 11 fotógrafos portugueses de diferentes gerações, estilos e percursos artísticos, numa mostra patente até janeiro de 2027.

Com direção editorial de Luiz Carvalho, a exposição apresenta trabalhos de António Pedro Ferreira, Cláudia Clemente, Gérard Castello-Lopes, João Cabral, João Mariano, João Miguel Barros, Luiz Carvalho, Mar A. Rodrigues, Nuno Félix da Costa, Pauliana Valente Pimentel e Raquel Porto.

Segundo o texto curatorial, a mostra procura refletir a diversidade da fotografia portuguesa contemporânea, reunindo autores com abordagens distintas, desde a fotografia documental e o fotojornalismo até práticas mais conceptuais, performativas e experimentais.

Na apresentação da exposição, Luiz Carvalho considera que a fotografia portuguesa “atravessa atualmente um período marcado pela pluralidade de linguagens visuais”, em que coexistem autores ligados à tradição da fotografia documental e do preto e branco com criadores que” exploram as possibilidades oferecidas pelas tecnologias digitais” e pela mistura de diferentes formas de expressão artística.

Entre os fotógrafos representados encontram-se nomes históricos da fotografia portuguesa, como Gérard Castello-Lopes (1925-2011), e autores ligados ao fotojornalismo, entre os quais António Pedro Ferreira e Luiz Carvalho, ambos com carreiras associadas ao jornal Expresso.

A exposição integra ainda trabalhos de artistas contemporâneos com percursos multidisciplinares, casos de Cláudia Clemente, que cruza fotografia, cinema e escrita, de Nuno Félix da Costa, cuja obra combina fotografia e intervenção pictórica, e de Pauliana Valente Pimentel, conhecida pelo trabalho documental centrado em comunidades e identidades à margem dos padrões sociais dominantes.

Também fazem parte da mostra João Cabral, João Mariano, João Miguel Barros, Mar A. Rodrigues e Raquel Porto, fotógrafos cujos projetos abordam temas como o território, a memória, a paisagem, o quotidiano e a construção de narrativas visuais.

Através da reunião destes autores, “Espectro” pretende evidenciar o diálogo entre diferentes gerações e tendências da fotografia portuguesa, apresentando ao público um panorama abrangente da criação fotográfica nacional na atualidade.

A exposição “Espectro” estará patente no Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes entre 11 de julho de 2026 e 10 de janeiro de 2027.

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