Foto: CM Abrantes

O município de Abrantes disponibilizou-se para liderar um processo de candidatura para que o rio Tejo venha a ser considerado Património da Humanidade da Unesco, com o objectivo de proteger um património colectivo ibérico.

“Há já algum tempo que falávamos em diversos fóruns da possibilidade de o rio Tejo ter uma candidatura a Património da Humanidade e eu acho que chegou a altura de alguém dar o pontapé de saída. Eu disponibilizei-me para liderar ou ajudar nesta forte possibilidade”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal de Abrantes.

Segundo Manuel Jorge Valamatos, “com o rio Tejo como Património da Humanidade abrir-se-iam outras portas, outros olhares e outro pensamento, porque o Tejo faz parte da história colectiva da região, do país e da Península Ibérica”.

Com a classificação pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), haveria “outras condições para tratá-lo melhor e olhar para ele ainda com mais atenção e com mais cuidado”.

A ideia poderá ser promovida por Abrantes ou por um conjunto de municípios ribeirinhos da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Médio Tejo, onde o município de Abrantes se insere.

A candidatura deve ganhar escala integrando e alargando os membros proponentes a municípios e instituições à escala nacional e também da vizinha Espanha, onde o Tejo nasce, na serra de Albarracin, para desaguar em Lisboa, numa extensão de mais de mil quilómetros.

“Levarei este assunto à reunião da CIM Médio Tejo e eu julgo que é matéria que a comunidade intermunicipal irá olhar com toda a atenção para iniciarmos um conjunto de acções tendo em vista essa forte possibilidade”, declarou, reiterando que “o que faz sentido” é “alargar a candidatura aos municípios ribeirinhos de todo o país e de Espanha, a par de outros agentes e instituições” ligadas ao desenvolvimento e ao meio ambiente.

Em reunião do executivo, o presidente da Câmara de Abrantes já havia avançado com “a possibilidade de lançar para o mundo a oportunidade” de o Tejo se tornar Património da Humanidade.

Na ocasião, lembrou que recentemente, no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, os autarcas reuniram-se “para poder lançar um programa de investimento para o Tejo, sobretudo englobando os seis concelhos que se relacionam directamente com o rio”.

Segundo o autarca, a CIM Médio Tejo já aprovou para o ano de 2021 esse estudo, financiado por todas as Câmaras, que vão procurar também apoios europeus.

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