Sede da ACAS após a passagem da depressão Kristin

Há instituições que são muito mais do que paredes e telhados, são o arquivo vivo da alma de um povo. É o aso da ACAS – Associação Cultural e Recreativa de Olalhas, em Vialonga, concelho de Tomar. Recentemente, a depressão Kristin deixou marcas profundas na sede da Associação, com telhados arrancados e divisões inteiras expostas ao céu. Mas, se o vento levou as telhas, não levou a determinação da sua gente.

“A ACAS não nasceu do nada, ela é a herdeira direta da histórica Cooperativa Olhanense, a primeira cooperativa de Olalhas. Numa época em que a vida era dura e o acesso a bens básicos era um luxo distante e caro, o povo de Olalhas deu uma lição de civismo e união. Criaram o seu próprio “supermercado” décadas antes de o conceito se popularizar. Ali, comprava-se o arroz, a massa, o petróleo e os tecidos a preços justos, geridos pelo próprio povo”, conta Fábio Filipe Antunes, membro da direção da ACAS que recorda os tempos de outrora, feitos de união e de entreajuda.

“Partilhava-se o que era de todos, desde a entreajuda no trabalho até à maquinaria e aos tratores que serviam a lavoura da nossa gente”, relembra.

Como forma de manter acessa a chama do associativismo e o espírito de união entre a população, a Associação não baixou os braços perante os prejuízos causados pela depressão Kristin, transformando a adversidade em festa com o ‘ElctroBaile’, um baile de Páscoa que vai animar a Vialonga com a energia do DJ Salito e do DJ Tiago, no próximo dia 04 de Abril.

“Este não é apenas mais um baile, é uma operação de angariação de fundos. Cada presença nesta noite será um contributo direto para a reparação do telhado e para a devolução das condições à ACAS”, sublinha Fábio Filipe Antunes.

Nesse sentido, a ACAS pede a todas as populações vizinhas, aos “Olalhenses de gema e amigos de Tomar” que apoiem o associativismo.

“Mais do que uma associação, é a nossa cultura e a nossa história que estão em risco. Sem estes espaços, as aldeias perdem a vida e o povo perde a sua voz. Não deixemos que a tempestade tenha a última palavra”, conclui.

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