A audiência do julgamento do processo do furto e recuperação de armas do paiol de Tancos agendada para hoje para tomada de declarações adicionais dos arguidos que o requereram foi adiada devido à greve da Função Pública.

A adesão à greve por parte dos funcionários judiciais levou ao cancelamento das audiências agendadas para hoje no Tribunal Judicial de Santarém, incluindo a sessão do julgamento do caso de Tancos, a qual foi adiada para o próximo dia 2 de Dezembro.

Na sequência da comunicação da alteração não substancial de factos feita pelo Tribunal no passado dia 06 de Outubro, o colectivo decretou a reabertura da audiência de julgamento, tendo em conta o requerimento dos arguidos Pinto da Costa, Lage de Carvalho, Bruno Ataíde, José Gonçalves, Vasco Brazão e Taciano Correia para prestação de declarações complementares.

À prestação de declarações seguir-se-ão alegações orais complementares, determina o despacho assinado pelo presidente do colectivo, juiz Nelson Barra.

O julgamento, iniciado em 2 de Novembro de 2020 no Tribunal Judicial de Santarém, chegou a ter a leitura do acórdão agendada para 11 de Outubro e depois, fruto da comunicação da alteração não substancial de factos e alteração da qualificação jurídica dos factos descritos no despacho de pronúncia, para 28 de Outubro, datas que ficaram sem efeito.

No julgamento, com 23 arguidos, estão em causa crimes que vão desde terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça e prevaricação até falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, receptação e detenção de arma proibida.

Além do ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes, estão também em julgamento o antigo director da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira e o ex-porta-voz desta instituição militar Vasco Brazão, além de elementos da GNR de Loulé.

Alguns arguidos são acusados de planear e executar o furto do material militar dos paióis nacionais, enquanto outros, entre os quais Azeredo Lopes, que se demitiu do cargo ministerial no seguimento do processo, e os dois elementos da PJM da encenação que esteve na base da recuperação do equipamento.

O furto das armas foi divulgado pelo Exército em 29 de Junho de 2017 com a indicação de que ocorrera no dia anterior, tendo a recuperação de algum material sido feita na região da Chamusca, Santarém, em Outubro de 2017, numa operação que envolveu a PJM em colaboração com elementos da GNR de Loulé.

Em alegações finais, o Ministério Público pediu a absolvição de 11 dos 23 arguidos, incluindo de Azeredo Lopes, considerando que a conduta do ex-governante se pautou apenas por uma “omissão do ponto de vista ético”, ao não diligenciar no sentido de ser levantado um processo disciplinar aos elementos da Polícia PJM.

Já a pena mais grave – entre os nove e os 10 anos de prisão – foi pedida para João Paulino, autor confesso do furto.

Leia também...

PJ alerta para esquema de “phishing” através de MBWay

A Polícia Judiciária lançou a informação que está em curso “uma campanha de “phishing” que utiliza de forma ilegal o nome da Policia Judiciária…

Águas de Santarém reafirma a qualidade da água que disponibiliza aos seus consumidores

O Selo da Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano, foi mais uma vez atribuído à Águas de Santarém. É uma distinção que obedece…

Juventude Socialista exige inclusão da conclusão do IC3 no Plano Nacional de Investimentos 2030

A Juventude Socialista do distrito de Santarém, aprovou por unanimidade, a 26 de janeiro, em reunião de comissão política realizada noEntroncamento, a proposta de …

Municípios do distrito de Santarém ficam cobertos por Unidades Locais de Saúde a partir de Janeiro

O distrito de Santarém vai ficar totalmente coberto por Unidades Locais de Saúde (ULS) em janeiro de 2024, com a entrada em funcionamento das…