O albergue para peregrinos do caminho de Santiago de Compostela, inaugurado em junho na localidade de Areias, em Ferreira do Zêzere, abriu portas este mês e está a funcionar mediante marcação, anunciou o município.

“No passado dia 14 de fevereiro, o presidente da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes, acompanhado pelo vice-presidente, Orlando Patrício, o vereador Sérgio Morgado e o chefe de divisão, Miguel Carvalho, procedeu à entrega da chave do Albergue de Peregrinos de Areias a Sónia Santos, concessionária do espaço”, indicou hoje o município, em comunicado.

O edifício, que outrora funcionou como Escola Primária, foi requalificado e transformado em albergue e estará aberto ao público mediante marcação, funcionando todos os meses do ano, segundo se pode ler na mesma nota informativa.

A Câmara de Ferreira do Zêzere inaugurou no dia 13 de junho, na localidade de Areias, na presença da vice-presidente da Turismo do Centro, Anabela Freitas, um albergue que pode alojar até seis peregrinos e que, apesar de estar focado nos peregrinos do caminho de Santiago de Compostela, também está “ao dispor” de outros.

“Era uma necessidade que sentíamos, a de criar uma estrutura de apoio a quem faz os Caminhos de Santiago (em Espanha), mas também os de Fátima ou os visitantes da Rota dos Templários, através do aproveitamento de uma antiga escola, que entendemos recuperar e que vai permitir acolher os peregrinos que aqui queiram pernoitar”, disse, na ocasião, à Lusa, o presidente da Câmara de Ferreira do Zêzere, Bruno Gomes (PS).

A antiga escola primária de Areias foi requalificada e transformada em Albergue de Peregrinos, tendo a obra representado um investimento na ordem dos 120 mil euros.

Num comunicado, a autarquia especificou que o albergue disponibiliza seis camas/beliches num dormitório, casas de banho, duches, espaço de lavandaria, espaço de convívio e cozinha comunitária onde o peregrino pode preparar as suas refeições.

O facto de o albergue ter sido inaugurado em junho de 2024 e não ficar de imediato em funcionamento mereceu críticas do vereador do PSD, Hugo Azevedo.

“Nunca chegou a funcionar”, disse à Lusa o vereador em novembro de 2024, cinco meses depois da inauguração, tendo afirmado “não compreender como é que um executivo decide inaugurar um espaço quando sabe, de antemão, que não tem capacidade ou que não reúne as condições mínimas para poder abrir ao público, neste caso aos peregrinos”.

Em declarações à Lusa, o presidente do município explicou que houve dificuldades na concessão de exploração do espaço a associações e que “nem sempre as coisas decorrem nos prazos” desejados.

O autarca disse ainda que o município nunca publicitou o albergue “como estando a ser utilizado” e que, como tal, “não lhe pode ser dada essa responsabilidade”.

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