A Câmara de Alcanena abriu concurso público para três empreitadas, duas para habitação pública e uma outra para a Fábrica da Cultura de Minde, num investimento global na ordem dos 9 milhões de euros (ME), foi hoje anunciado.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Alcanena, no distrito de Santarém, indicou que a abertura dos concursos púbicos de adjudicação das três empreitadas, duas quais para habitação social e para habitação a custos acessíveis, “faz parte de um pacote ambicioso de construção de um verdadeiro parque público habitacional” no concelho.

“Temos lançado vários concursos. No verão foram 107 fogos, mais nove projetos que lançámos recentemente e, depois, ainda mais cinco projetos do que resta de habitação social”, disse Rui Anastácio (coligação PSD/CDS-PP/MPT), tendo feito notar que, “no total, este ano, já foram algumas dezenas de milhões de euros para concurso”.

De acordo com o autarca, Alcanena é “o concelho do país com maior investimento ‘per capita’ em habitação”, com 37 projetos de habitação para 315 fogos, o que, para o concelho, “é muitíssimo significativo”.

Ao nível da habitação, a Câmara Municipal de Alcanena lançou agora dois novos concursos, um dos quais para reabilitação de nove edifícios destinados a habitação a custos acessíveis, nas freguesias de Alcanena, Bugalhos, Malhou, Minde e Monsanto, com um preço base de 3,5 ME [3.531.278,30€], mais IVA.

Já a segunda empreitada visa a reabilitação de cinco conjuntos habitacionais destinados a habitação social, nas freguesias de Alcanena, Vila Moreira e Minde, com um preço base de 2,5 ME [2.489.982,62€], mais IVA, perfazendo as duas obras um total de seis ME, todas com prazo de execução até meados de 2026.

Por sua vez, ao nível cultural, foi lançado o concurso público para a primeira fase da reabilitação da Fábrica da Cultura de Minde, no valor de 2,3 ME [2.318.245,76€] acrescido de IVA, que visa o espaço destinado à ‘Black Box’ do equipamento.

A Fábrica da Cultura “é um dos nossos projetos emblemáticos, numa vila muito especial, e foi lançado o concurso para a primeira fase para um projeto que será de referência nacional” em termos culturais, notou o autarca.

“Arriscaria dizer que será a ‘Black Box’ mais bonita do país porque todo o fundo de palco é o polje de Minde, a mata de Minde, com um enquadramento extraordinário, e que terá, seguramente, uma programação muito ambiciosa”, vincou.

Questionado sobre os prazos de execução e a resposta de empresas aos concursos lançados pelo município, Rui Anastácio disse ter “quase sempre empreiteiros” para fazer as obras.

O município de Alcanena aprovou por unanimidade um orçamento de 66 ME para 2025, “o maior de sempre”, com um aumento de 30 ME em relação a 2024, sendo 28 ME para investimentos em habitação.

“Vamos ver se no próximo ano conseguimos executar o ambicioso orçamento que propusemos à Câmara”, afirmou.

A Assembleia Municipal, que vai deliberar sobre o orçamento no dia 13 de dezembro, conta com 14 membros da coligação, 13 do PS e um da CDU.

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