A Câmara de Alcanena assinou um acordo estratégico que prevê um investimento estimado de 500 milhões de euros na região para impulsionar a regeneração urbana, apostar em soluções de energia limpa e dinamizar a atividade industrial, atraindo investimento internacional.
“Este acordo é um bom sinal, mas é um plano de intenções, não é nada garantido. Resulta da procura ativa que temos mantido, com reuniões internacionais e contactos com investidores, para colocar Alcanena e o Parque Empresarial sob o radar de grandes ‘players’. A nossa prioridade é atrair investimentos que criem emprego qualificado e fixem jovens na região e este é um sinal nesse sentido”, explicou hoje à Lusa o presidente do município, Rui Anastácio.
O projeto insere-se na estratégia de promoção do desenvolvimento económico, captação de investimento qualificado e valorização territorial, através de um Acordo de Cooperação com a GIIA Portugal, Lda., enquanto representante da Aliança Global de Investimento e Indústria (GIIA), que assume um papel relevante na ligação a capitais e setores industriais, nomeadamente de origem chinesa.
O “Projeto de Regeneração Urbana e Cooperação Industrial GIIA Portugal” pretende “renovar urbanisticamente o concelho e dinamizar zonas económicas, reforçando o tecido empresarial” local, indicou o município, em nota informativa.
O futuro parque empresarial de Alcanena, localizado junto ao nó da A1 com a A23, conta com 140 hectares e 56 lotes, e a primeira fase de infraestruturas já foi adjudicada por 6,3 milhões de euros, abrangendo 12 lotes.
A obra inclui arruamentos, parques de estacionamento, saneamento doméstico e industrial, redes de água, drenagem de águas pluviais, eletricidade e gás.
“Temos muitos lotes infraestruturados e prontos a construir. A ideia é dinamizar o espaço, privilegiando a indústria 2.0 ao invés da logística tradicional, para atrair mão de obra qualificada e promover desenvolvimento económico de qualidade. Esperamos iniciar a alienação de lotes ainda este ano, com processos transparentes e rápidos”, acrescentou Rui Anastácio.
A construção do parque empresarial pretende também criar condições para projetos de habitação, reforçando a oferta para quadros e jovens que se fixem na região.
O município avalia Alcanena como uma área “premium” devido à sua localização estratégica entre Lisboa e Porto e à proximidade das autoestradas A1 e A23, tornando-a atrativa para investidores nacionais e internacionais.
“É com pequenos passos e persistência que construímos condições para o renascimento do território. Este acordo é apenas mais um passo para posicionar Alcanena como um polo de investimento e inovação no Médio Tejo e no Vale do Tejo”, concluiu o autarca.
