A Câmara de Santarém formalizou a compra do antigo centro comercial Escala 4, no centro histórico da cidade, por 607 mil euros. O município pretende transformar o edifício num pólo de apoio à actividade económica, com uma incubadora de empresas, estruturas ligadas à inovação e ao associativismo e a futura sede do Campus Tejo.
A escritura foi realizada na segunda-feira, 7 de Setembro, tendo o presidente da Câmara, João Teixeira Leite, confirmado na reunião do executivo municipal que “a compra está consumada”.
O município está agora a trabalhar no projecto de recuperação do imóvel, com o objectivo de o candidatar a fundos comunitários até ao final deste ano.
“Queremos levar para o nosso centro histórico empresas que estão a começar, através de uma startup, a sua actividade”, afirmou João Teixeira Leite, que enquadrou a operação na estratégia de revitalização económica e urbana desta zona da cidade.
O edifício deverá acolher também a sede do Campus Tejo, parque de ciência e tecnologia que está a ser estruturado em Santarém e que terá como áreas prioritárias a água, a tecnologia aplicada à agricultura e as ciências da vida.
O projecto prevê uma rede de diferentes pólos ligados à investigação, inovação e actividade empresarial, tendo como referências iniciais o CNEMA, a Escola Superior Agrária da Universidade Politécnica de Santarém e a Estação Zootécnica Nacional, na Fonte Boa.
João Teixeira Leite manifestou a expectativa de que a futura estrutura responsável pelo Campus Tejo possa ser constituída durante 2027, ficando a respectiva sede instalada no antigo centro comercial.
A aquisição do Escala 4 integra o programa Centro Vivo, apresentado pela Câmara para a revitalização do centro histórico e da Ribeira de Santarém.
Devoluto há vários anos, o antigo Escala 4 chegou a ser arrendado pelo município, entre 2016 e 2018, por cerca de 2500 euros mensais, com o objectivo de acolher associações e colectividades, utilização que não chegou a concretizar-se.
Antigo presídio: concurso avança no final do ano
A Câmara de Santarém prevê concluir em Novembro a aquisição do antigo presídio e lançar, entre Dezembro e Janeiro, o concurso para a exploração do imóvel como unidade hoteleira. O município não pretende vender o edifício e admite uma solução assente em direito de superfície ou renda, com antecipação de receitas para financiar a futura instalação da UTIS na Escola Prática de Cavalaria.
O calendário foi avançado pelo presidente da Câmara de Santarém, João Teixeira Leite, na reunião do executivo municipal de 14 de Setembro, depois de uma reunião com o presidente da ESTAMO.
Segundo o autarca, a escritura do antigo presídio deverá ser feita em Novembro, na sequência do financiamento obtido pelo município, permitindo lançar no final deste ano ou no início de 2027 o concurso para a exploração de todo o espaço como unidade hoteleira.
João Teixeira Leite explicou ainda que a operação será feita através da aquisição directa do imóvel à ESTAMO, solução possível entre aquela empresa pública e os municípios, acrescentando que o preço negociado será “muito abaixo” dos valores que chegaram a ser discutidos nos últimos anos.
O modelo definitivo de exploração ainda está a ser analisado juridicamente, podendo passar por direito de superfície ou por uma solução de arrendamento. O presidente deixou, no entanto, uma garantia: “Não pretendemos vender o imóvel”.
O concurso deverá incluir uma cláusula que obrigue a entidade vencedora a antecipar parte das rendas, num montante ainda a apurar, destinado a financiar a requalificação do edifício previsto para receber a Universidade da Terceira Idade de Santarém, na antiga Escola Prática de Cavalaria.
Segundo João Teixeira Leite, o projecto de execução dessa intervenção encontra-se a ser finalizado e não dispõe actualmente de financiamento comunitário. A receita obtida através da exploração do antigo presídio deverá, por isso, permitir ao município canalizar verbas para esse investimento social e cultural.
O imóvel permanecerá, em qualquer dos cenários em estudo, na propriedade da Câmara Municipal de Santarém.
