“As parcerias são determinantes para que o clube possa continuar a crescer”

A 27 de Maio último, Carlos Esteves foi reeleito presidente da Associação Académica de Santarém para o biénio 2020-2022.
Uma aposta na continuidade e que mereceu, na última Assembleia Geral uma nota de louvor pela dedicação, trabalho e resultados atingidos durante o anterior mandato.
Ao ‘Correio do Ribatejo’, Carlos Esteves define como prioridades, renovar o relvado sintético, ver nascer um relvado natural no denominado ‘campo de cima’ da Escola Agrária, e ter uma “sede em condições”, os três eixos prioritários para este novo mandato.

Que balanço faz do seu primeiro mandato como presidente da Associação Académica de Santarém (AAS)?
Muito satisfeito, dificilmente podia ser melhor, superou as minhas expectativas iniciais. A anterior direcção tinha feito um excelente trabalho e a exigência era muito grande. Conseguimos crescer a todos os níveis e isso deixa-me muito satisfeito.

Desde que tomou posse, que objectivos já viu serem concretizados?
Os objectivos principais foram cumpridos durante o mandato anterior, houve outros objectivos desportivos que não se conseguiu face ao actual momento que vivemos, com os cancelamentos dos campeonatos de formação por parte da Federação Portuguesa de Futebol e por parte da Associação de Futebol de Santarém.

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Qual o balanço que faz a nível financeiro?
A Académica é um clube organizado e, actualmente, temos a parte financeira completamente em linha com o que se pretendia, dentro das responsabilidades que assumimos.

Reforçar a estabilidade financeira e ter cada vez mais parceiros foram objectivos concretizados nestes dois anos?
Sim, esse foi o nosso primeiro grande objectivo concretizado, mas penso que temos margem para progredir no aspecto das parcerias, um factor determinante para o clube poder continuar a crescer.

A direcção, para este novo mandato, é praticamente constituída pelos mesmos elementos, relativamente ao anterior elenco directivo. É sinal que em “equipa que ganha não se mexe”?
Sim, a nova direcção tem vários elementos da anterior, mas também está bem reforçada. Todos os restantes elementos que compunham a direcção anterior fizeram um excelente trabalho e por esse motivo quisemos que se mantivesse toda. É como diz: em “equipa que ganha não se mexe”… Sempre ouvi dizer…

Quais são os objectivos que a AAS quer ver cumpridos nos próximos dois anos?
Temos várias metas a atingir: primeiro, gostávamos de ver o relvado sintético mudado na próxima época; depois, gostávamos – e era muito importante para Académica que se concretizasse – a colocação de um relvado natural no ‘campo de cima’ da Escola Superior Agrária; depois, conseguir ainda ter uma sede em condições e com esta mudança começar a pensar numa estratégia para melhorar a actual… São estes os pontos essenciais que gostava de ver concretizados neste novo mandato.

Falou da substituição do relvado, qual é o ponto da situação em que esta pretensão se encontra?
Estamos a aguardar procedimentos por parte da câmara para que o mesmo possa ser substituído.

A parceria com a Escola Superior Agrária é fundamental para o crescimento do clube?
Sem dúvida que esta parceria é fundamental para nós. Temos excelentes relações com a Escola Agrária, e temos tentado sempre melhorar a comunicação entre as partes, de forma a que corra tudo bem.

Para o clube é mais importante formar jogadores ou vencer competições?
Somos um clube de formação, formar atletas e homens para o futuro, sendo que ganhar competições, sempre que possível, também é um objectivo para nós. É possível formar jogadores a ganhar competições.
A vitória, o empate e a derrota fazem parte da vida e de um jogo, encaramo-lo sempre com a vontade de o vencer e de fazer mais golos que o adversário, mas este princípio não coloca em causa os valores que queremos passar, sendo que em certas idades, no futebol 5 e futebol 7, tentamos que todos possam desfrutar do jogo e que possam jogar, por isso é que temos muitas equipas de forma a que todos possam fazê-lo, não abdicando de princípios que achamos fundamentais na formação.
No futebol 11 a exigência aumenta, estando o factor competição muito mais presente nestas idades.

Pertencer e jogar na Associação Académica de Santarém é asumir uma ‘mística’ própria?
Vestir a camisola da Académica, com tanta história, é sinal de compromisso para com o clube. Assumimos um espírito resiliente e resistimos às adversidades com que nos deparamos no caminho. Olhamos para os desafios como oportunidades de melhorar e assumimos um espírito de vencedores, mas sempre com ética e ‘fairplay’, respeitando todos os envolvidos no jogo.

A Associação Académica de Santarém viu-se obrigada, este ano, a cancelar o ‘Santarém Cup’ devido à covid-19. Que tipo de implicações teve esta medida para o clube?
Foi uma decisão que tivemos que tomar e que era inevitável. Este cancelamento teve várias implicações desportivas e financeiras para o clube. É um torneio que tem uma organização e empenho por parte de váarias pessoas que viram o seu trabalho ir por água a baixo.

Anunciaram já a edição de 2021. Já está em preparação?
Será o maior torneio alguma vez organizado por nós e esse será o nosso foco. Vamos fazer de tudo para conseguir ter um torneio de formação espectacular, que traga várias famílias e atletas à nossa cidade de Santarém. Pretendemos ter as melhores equipas e gostaríamos muito de puder contar com várias representações internacionais.

Como acha que as equipas da Briosa vão apresentar-se assim que as competições regressarem?
Os nossos atletas têm-se mantido activos. Acho que as equipas vão voltar com uma vontade enorme, quer no futebol, quer na ginástica. Os miúdos estão cansados de estar em casa, precisam de fazer desporto, acho que vamos todos voltar ainda com mais força e vontade para as respectivas competições.

Que mensagem quer deixar aos atletas, dirigentes e demais elementos da Associação Académica de Santarém?
Tenho saudades vossas! Brevemente estaremos juntos, não tenho dúvidas que vamos todos superar esta fase e voltar mais fortes do que nunca!
Conto com todos para a próxima época desportiva.

Daniel Cepa

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