A direcção da Associação de Moradores do Centro Histórico de Santarém realizou no sábado, dia 28 de Setembro, “um passeio pelo centro da cidade com levantamento fotográfico”, tendo convidado os associados para se juntarem à iniciativa, informa a Associação em nota enviada à comunicação social.

“O objectivo não era realizar um levantamento exaustivo de todos os problemas que persistem no centro histórico de Santarém, mas sim exemplificar algumas das situações mais comuns e documentá-las fotograficamente”, esclarece a nota.

A iniciativa teve a participação de duas dezenas de associados que durante três horas percorreram algumas das principais artérias e praças do centro histórico “mas também as ruelas e travessas mais escondidas”, permitindo, segundo a mesma nota, “confirmar que os problemas já anteriormente identificados pela associação são uma realidade com impacto no quotidiano, não só dos moradores mas de todos os que visitam o centro da cidade”.

Como consequência desta acção, a Associação de Moradores pretende elaborar “um relatório com a identificação de todos os problemas detectados, acompanhados das correspondentes fotografias geo-referenciadas para entregar ao Executivo Camarário na primeira oportunidade”.

Na mesma nota a Associação sugere contudo algumas acções que pelo seu “baixo custo” deveriam ser adoptadas “desde já pelos serviços camarários”, tais como, a “marcação dos lugares de estacionamento nos largos e parques do centro da cidade, nomeadamente na Rua Luís de Camões e no Largo Emílio Infante da Câmara; repavimentação das inúmeras calçadas que se encontram deterioradas, dificultando muito a mobilidade de peões, especialmente os mais idosos; intensificação do controlo da população de pombos e ratos que terá aumentado muito nos últimos meses, começando por eliminar todos os pontos de alimentação de gatos e cães que persistem na cidade; notificação dos proprietários dos prédios degradados para fecharem ou emparedarem vãos que se encontram abertos (e se tal não acontecer, tomar a iniciativa de o fazer); reforço da limpeza no centro histórico, especialmente as artérias com piores acessibilidades”.

A Associação conclui, na mesma nota que bastaria a implementação destas e outras medidas “para que a qualidade de vida no centro da nossa cidade passasse para um nível mais consentâneo com a nossa História”.

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