Um popular tenta salvar o que pode num aviário destruido no Casalinho, Ourém, 2 de fevereiro de 2026. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, dia 28 de janeiro, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. MIGUEL A. LOPES/LUSA

O presidente da Associação Empresarial Ourém-Fátima (ACISO), Pedro Mafra, considerou hoje que o impacto da depressão Kristin é um “duro golpe para a economia do concelho”.

“É um duro golpe para a economia do concelho. As empresas já tinham dificuldades em ter mão de obra, em garantir os recursos humanos para que pudessem trabalhar e produzir. Obviamente, a destruição completa, em grande parte dos casos, dos armazéns, dos ‘stocks’, das lojas, todas essas questões têm um impacto muito significativo no concelho de Ourém”, afirmou à agência Lusa Pedro Mafra.

O dirigente da ACISO salientou que, 11 dias depois de a depressão Kristin ter atingido o concelho do distrito de Santarém, “a situação em Ourém é muito difícil”, onde “uma grande parte da indústria” foi “completamente destruída”.

“Temos o comércio e serviços que estão também, fortemente, afetados”, declarou Pedro Mafra, referindo que, em conjunto com a Câmara, se está a tentar “fazer um levantamento dos estragos das empresas”.

Contudo, “tem sido difícil”, pois “as empresas estão sem eletricidade, estão a canalizar todos os esforços para limpar, para recolher os destroços”, além da ausência de comunicações.

Pedro Mafra alertou que “é uma situação muito preocupante”.

O dirigente da ACISO adiantou que, aproveitando a capacidade hoteleira da cidade de Fátima, há empresas que “terão entrado em acordo com alguns hotéis para deslocar trabalhadores para ‘hotel-trabalho’” ou para alojar trabalhadores cujas casas, por exemplo, ainda não têm eletricidade.

A Associação Empresarial Ourém-Fátima tem cerca de 720 associados.

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